Governo adia decisão sobre fim do subsídio da gasolina após alta do petróleo

Escalada dos preços do petróleo causada por novos confrontos entre Estados Unidos e Irã levou o Ministério da Fazenda a adiar para a próxima semana a decisão sobre o fim do benefício de R$ 0,44 por litro.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Governo adia decisão sobre fim do subsídio da gasolina após alta do petróleo
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

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O Ministério da Fazenda adiou para a próxima semana a decisão sobre o encerramento do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida foi tomada após a valorização do petróleo no mercado internacional, provocada pela retomada dos confrontos militares entre Estados Unidos e Irã.

De acordo com o ministro, o barril do petróleo voltou a ser negociado na faixa de US$ 80, cenário que exige cautela antes de qualquer alteração na política de preços dos combustíveis.

Governo avalia retirada parcial ou total do benefício

Em entrevista à Rádio Gaúcha, Dario Durigan informou que a equipe econômica voltará a analisar o assunto na próxima semana. Segundo ele, a retirada do subsídio poderá ocorrer de forma parcial ou integral, dependendo da evolução dos preços internacionais do petróleo.

O objetivo do governo é evitar que o aumento das cotações internacionais seja repassado rapidamente ao consumidor brasileiro, pressionando a inflação e elevando os custos de produtos e serviços.

Subsídio busca reduzir impacto no custo de vida

O benefício atualmente reduz em R$ 0,44 o preço da gasolina, funcionando como um mecanismo para amenizar os efeitos das oscilações do mercado internacional.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a manutenção temporária da medida busca preservar o poder de compra da população enquanto persistirem as incertezas no cenário externo.

Combustível do Futuro segue sem alterações

Apesar do adiamento sobre o subsídio, o governo garantiu que permanecem os planos de ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.

A Lei do Combustível do Futuro estabelece que:

a mistura de etanol na gasolina poderá variar entre 27% e 35%;
a participação do biodiesel no diesel fóssil deverá atingir 20% até março de 2030.

Segundo Dario Durigan, o atual cenário internacional reforça a importância da política de ampliação do uso de combustíveis renováveis.

Governo pode ampliar percentual de biocombustíveis

O ministro também afirmou que o governo não descarta discutir, futuramente, percentuais ainda maiores de mistura de etanol e biodiesel.

Segundo ele, o fortalecimento dos combustíveis renováveis aumenta a segurança energética do país e reduz a dependência das oscilações do mercado internacional de petróleo.

FAQ

Por que o governo adiou o fim do subsídio da gasolina?

Porque a nova alta do petróleo, causada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã, pode pressionar os preços dos combustíveis no Brasil.

Qual é o valor do subsídio atual?

O benefício corresponde a R$ 0,44 por litro de gasolina.

Quando a decisão será tomada?

O Ministério da Fazenda informou que fará uma nova avaliação na próxima semana.

O governo pretende retirar totalmente o subsídio?

A possibilidade está sendo analisada. A retirada poderá ser parcial ou integral, conforme o comportamento do mercado internacional.

A política de aumento do etanol e do biodiesel será alterada?

Não. O governo informou que mantém os planos previstos na Lei do Combustível do Futuro.

 

Com informações de Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil

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