Economia brasileira recua em junho mas fecha segundo trimestre com alta, aponta FGV

Monitor do PIB indica queda de 1,1% na passagem de maio para junho, mas destaca vigésimo resultado positivo consecutivo no trimestre, sustentado pelo consumo das famílias.

Publicado em

Economia brasileira recua em junho mas fecha segundo trimestre com alta, aponta FGV
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

A economia brasileira registrou queda de 1,1% na passagem de maio para junho de 2026, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, 17 de agosto, pelo Monitor do PIB, estudo elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Apesar da retração no sexto mês do ano, o segundo trimestre encerrou com crescimento de 0,3% em comparação aos três meses anteriores, impulsionado pelo desempenho do consumo. Com esse resultado, o acumulado em 12 meses atinge alta de 1,8%.

A coordenadora da pesquisa, economista Juliana Trece, aponta que o levantamento evidencia um cenário de desaceleração na atividade econômica. No primeiro trimestre de 2026, a expansão havia sido de 1% em relação ao período imediatamente anterior. Segundo a especialista, a perda de ritmo foi registrada nas três grandes atividades pesquisadas agropecuária, indústria e serviços, sendo o consumo o único componente que manteve o dinamismo do início do ano, amparado principalmente pelo bom desempenho de serviços e de produtos duráveis.

Contexto macroeconômico e juros

Apesar da desaceleração trimestre a trimestre, a economista destaca que o resultado de abril a junho representa o vigésimo período consecutivo de variação positiva. O cenário macroeconômico, contudo, permanece desafiador devido a fatores externos e internos, como a elevação no preço do barril de petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio, o patamar elevado da taxa básica de juros e o endividamento das famílias.

No início de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14% ao ano. A política de juros elevados tem como objetivo conter pressões inflacionárias, encarecendo o crédito e desestimulando o consumo e novos investimentos produtivos.

Componentes do indicador

Os dados dessazonalizados do Monitor do PIB mostram que, no segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 2,6% frente aos primeiros três meses de 2026. No mesmo período, as exportações avançaram 4,5%, enquanto as importações subiram 5,7%. A taxa de investimento da economia em maio foi estimada em 18,5%, mantendo-se estável em relação aos 18,6% registrados no primeiro trimestre. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto acumulado no primeiro semestre alcançou R$ 6,557 trilhões.

Outro termômetro da atividade econômica divulgado nesta segunda-feira foi o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apontou recuo de 0,6% em junho ante maio. O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 1º de setembro. O relatório Focus projeta alta de 1,98% para o fechamento de 2026, enquanto o Ministério da Fazenda estima variação de 2,3%.

Perguntas Frequentes

Qual foi o comportamento da economia brasileira em junho de 2026 segundo a FGV?

O Monitor do PIB apontou uma retração de 1,1% na passagem de maio para junho, embora o segundo trimestre tenha fechado com alta de 0,3%.

Qual setor sustentou o crescimento registrado no segundo trimestre do ano?

O avanço foi impulsionado pelo consumo das famílias, com destaque para o bom desempenho do setor de serviços e de produtos duráveis.

Quando será divulgado o resultado oficial do PIB do segundo trimestre?

A divulgação oficial pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está marcada para o dia 1º de setembro de 2026.

 

Com informações de Bruno de Freitas Moura ─ Repórter da Agência Brasil

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS