Mapa indica temperaturas abaixo da média em Rondônia, mas frio mais intenso pode não alcançar o estado

Previsão subsazonal para 19 a 25 de agosto aponta anomalias negativas de temperatura em Rondônia, enquanto a onda de frio prevista para o Sul e áreas do Centro-Oeste tende a perder intensidade antes de avançar para a Amazônia Ocidental.

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Mapa indica temperaturas abaixo da média em Rondônia, mas frio mais intenso pode não alcançar o estado

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Rondônia poderá registrar uma redução das temperaturas ao longo da próxima semana, mas a atual configuração dos modelos meteorológicos ainda não permite afirmar que o estado será atingido por uma friagem. Um mapa de previsão de anomalias do modelo subsazonal do CPTEC/Inpe, válido para o período de 19 a 25 de agosto de 2026, mostra Rondônia inserida em uma área de temperaturas abaixo da média climatológica, representada pelos tons de lilás.

A sinalização é mais evidente no centro-sul de Rondônia e nas áreas próximas ao Mato Grosso e à Bolívia. As anomalias projetadas ficam, de maneira geral, entre 1 °C e 3 °C abaixo do padrão, indicando uma tendência de redução das temperaturas médias durante o período.

O mapa, porém, precisa ser interpretado em conjunto com a evolução da massa de ar frio que avança pelo continente. A tendência atual indica que o núcleo do frio mais intenso deverá permanecer concentrado no Sul do país, com possibilidade de avanço para o Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e áreas do Mato Grosso. À medida que essa massa de ar frio se desloca para o interior do continente, entretanto, seus efeitos podem perder intensidade.

Isso significa que a queda de temperatura projetada para o Sul e para parte do Centro-Oeste não necessariamente chegará a Rondônia com a mesma força. O estado aparece no mapa com anomalia negativa, mas ainda não há indicação suficientemente consistente de que o núcleo da massa de ar frio consiga avançar até a Amazônia.

A diferença entre os produtos meteorológicos é importante. Enquanto a previsão de curto prazo ainda mostra calor forte em Porto Velho, a projeção subsazonal aponta para uma possível redução das temperaturas médias ao longo da janela de 19 a 25 de agosto.

Na atualização do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Porto Velho ainda aparece sob influência de temperaturas elevadas, com máxima prevista de 38 °C nesta quarta-feira (19). O cenário, portanto, começa com calor intenso na capital, enquanto os modelos de maior prazo sinalizam uma possível mudança gradual no comportamento térmico.

Essa sinalização, contudo, não significa que Porto Velho passará imediatamente de temperaturas próximas dos 40 °C para uma condição de frio intenso. Uma eventual friagem dependerá da capacidade da massa de ar frio de avançar pela Bolívia e pelo Mato Grosso e alcançar efetivamente Rondônia.

Para caracterizar uma friagem amazônica, será necessário observar sinais mais específicos, como queda acentuada das temperaturas, principalmente das mínimas, mudança na direção dos ventos, aumento da pressão atmosférica e avanço efetivo de uma massa de ar frio em direção à Amazônia Ocidental.

Por isso, o mapa do CPTEC/Inpe deve ser encarado como um sinal de possível mudança no comportamento térmico de Rondônia, e não como confirmação de uma friagem. A anomalia negativa indica que as temperaturas médias podem ficar abaixo do padrão, mas não determina, por si só, a intensidade nem a origem desse resfriamento.

Em Porto Velho, o contraste tende a ser mais evidente: a capital ainda enfrenta calor intenso no início do período analisado, mas existe uma sinalização de redução das temperaturas posteriormente. A intensidade dessa queda será definida pelas próximas atualizações dos modelos.

Assim, o frio mais intenso previsto para o Sul do Brasil não deve ser automaticamente associado a uma friagem em Rondônia. A tendência atual aponta para a possibilidade de temperaturas abaixo da média no estado, mas a massa de ar frio pode perder força antes de alcançar a Amazônia.

Se as próximas rodadas dos modelos confirmarem um avanço mais consistente do ar frio pela Bolívia e pelo Mato Grosso, o cenário poderá evoluir para uma incursão de ar frio com características de friagem. Até lá, a informação mais segura é de possível resfriamento, mas sem confirmação de frio intenso em Rondônia.

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