Novo Desenrola beneficia 6 milhões em poucos dias

Programa federal de renegociação de dívidas já regularizou o nome de 4 milhões de brasileiros com débitos de até 100 reais.

Fonte: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil - 20

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Novo Desenrola beneficia 6 milhões em poucos dias
© Paulo Pinto/Agência Brasil

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O programa Novo Desenrola, voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas, atingiu a marca de 6 milhões de beneficiados logo nos primeiros dias de operação. A informação foi confirmada nesta terça-feira (9) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista ao portal UOL. Do total de contemplados, 4 milhões de pessoas tiveram débitos de pequeno valor quitados, permitindo a limpeza imediata do nome nos órgãos de proteção ao crédito.

Impacto e condições

A iniciativa foca especialmente em brasileiros de baixa e média renda, com limite de até cinco salários mínimos, visando reduzir a inadimplência e recuperar o crédito das famílias. Entre as vantagens oferecidas pelo governo estão descontos que podem alcançar 90% do valor total da dívida e taxas de juros limitadas a cerca de 1,99% ao mês. O programa também possibilita o parcelamento em até 48 meses e a utilização de parte do FGTS para o abatimento dos valores devidos.

Resultados imediatos

De acordo com o Ministério da Fazenda, 1 milhão e 100 mil pessoas já optaram pelo pagamento à vista, obtendo descontos médios superiores a 80%. O ministro destacou que o objetivo central é reintegrar esses cidadãos à economia. “Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, afirmou Durigan, reforçando que a mobilização nacional segue ativa e tem prazo de encerramento previsto para o dia 2 de agosto.

Cenário econômico

Ao ser questionado sobre as taxas de juros no país, o ministro refutou a ideia de que o nível atual seja causado por excesso de gastos governamentais. Segundo Durigan, o cenário de juros elevados decorre principalmente de desarranjos globais agravados por conflitos internacionais. “Enquanto houver esse cenário, estamos adotando medidas de subvenção, como a da gasolina”, explicou. O titular da Fazenda reiterou que o compromisso fiscal do governo permanece inalterado e que as metas estabelecidas serão integralmente cumpridas.

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