Bolsa fecha em queda e dólar recua com disparada do petróleo

Tensões no Oriente Médio impulsionam valorização da commodity, garantindo respiro ao real, enquanto investidores buscam ativos seguros.

Fonte: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil - 20

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Bolsa fecha em queda e dólar recua com disparada do petróleo
© REUTERS/Paulo Whitaker/Proibida reprodução

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O mercado financeiro brasileiro iniciou o mês de junho com resultados distintos: o Ibovespa registrou sua quinta queda consecutiva, enquanto o dólar apresentou recuo frente ao real. O principal índice da B3 encerrou o pregão desta segunda-feira (1º) aos 172.197 pontos, uma retração de 0,91%, atingindo o patamar mais baixo desde 21 de janeiro.

Impacto da crise geopolítica

A cautela dos investidores foi motivada pelo agravamento das tensões entre Irã, Israel e Estados Unidos. A instabilidade global reduziu o interesse por mercados emergentes, provocando uma busca por ativos considerados mais seguros. No cenário doméstico, as ações de bancos e mineradoras lideraram as perdas, enquanto papéis da Petrobras se destacaram positivamente, acompanhando a forte valorização do petróleo.

Dólar desvaloriza apesar da cautela

Mesmo com o aumento da aversão ao risco no cenário internacional e a alta do índice DXY que monitora o dólar contra moedas fortes, a divisa americana fechou cotada a 5,023 reais, uma queda de 0,39%. O desempenho do real foi sustentado pela disparada dos preços do petróleo; como exportador da commodity, o Brasil atrai mais dólares, o que fortalece a moeda nacional. No acumulado de 2026, o dólar já apresenta uma desvalorização de 8,5% perante o real.

Disparada do petróleo

O petróleo registrou altas expressivas após o Irã suspender negociações indiretas com os Estados Unidos e ameaçar o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte global da commodity. O barril do tipo Brent encerrou a 94,98 dólares (alta de 4,2%), e o WTI fechou a 92,16 dólares (alta de 5,5%). Os preços chegaram a subir mais de 6% durante o dia, mas recuaram após declarações do presidente Donald Trump indicando esforços diplomáticos para conter a escalada do conflito.

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