Dólar fecha estável com tensão entre EUA e Irã

Moeda norte-americana encerra o dia próxima da estabilidade, com mercado atento às incertezas geopolíticas e negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.

Fonte: Fabricio de Castro - repórter da Reuters - 50

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Dólar fecha estável com tensão entre EUA e Irã
foto - Reuters/Mike Segar

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O dólar fechou praticamente estável frente ao real, com investidores monitorando as tensões entre Estados Unidos e Irã e seus possíveis impactos no cenário global.

A moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 4,97, com leve recuo de 0,19%. Apesar da variação discreta, o comportamento do dólar refletiu a cautela dos mercados diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

Ao longo da sessão, a moeda oscilou dentro de uma faixa estreita, influenciada principalmente pelas notícias envolvendo o possível fim do cessar-fogo entre os dois países. Declarações e ameaças elevaram o nível de atenção dos investidores.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou a possibilidade de novas negociações com o Irã, mas também fez ameaças de ataques a infraestruturas estratégicas. Em resposta, o governo iraniano rejeitou as condições e reforçou críticas às ações norte-americanas.

Outro fator de impacto foi o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A instabilidade na região aumenta a volatilidade dos mercados e influencia diretamente o comportamento do dólar.

No cenário internacional, a moeda norte-americana apresentou queda frente a divisas fortes, como euro e libra, mas teve desempenho misto em relação a moedas de países emergentes.

No Brasil, a proximidade de feriado reduziu a liquidez no mercado cambial, contribuindo para a menor volatilidade. Mesmo com as oscilações ao longo do dia, o dólar manteve-se próximo da estabilidade no fechamento.

O Banco Central também atuou no mercado ao realizar leilão de swap cambial, movimento comum para garantir liquidez e estabilidade na moeda.

Com isso, o comportamento do dólar segue atrelado ao cenário externo, especialmente às tensões geopolíticas, que continuam sendo o principal fator de influência no curto prazo.

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