Mercado de petróleo vive dia de forte volatilidade com ataques a infraestruturas no Golfo

Preço do barril tipo Brent atingiu pico de US$ 119 na manhã desta quinta-feira, mas recuou após sinalização dos EUA sobre liberação de estoques iranianos.

Fonte: Pedro Peduzzi - repórter da Agência Brasil - 20

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Mercado de petróleo vive dia de forte volatilidade com ataques a infraestruturas no Golfo
© Reuters/Stringer/Arquivo/Proibida reprodução

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  • O preço do petróleo Brent atingiu US$ 119 nesta quinta-feira (19), com forte turbulência no mercado de energia.
  • A alta foi causada pela escalada militar entre Israel e Irã, com ataques a campos de gás e refinarias no Catar e no Golfo Pérsico.
  • A oferta de liberar petróleo iraniano estocado, feita pelo secretário do Tesouro dos EUA, ajudou a reduzir a cotação para cerca de US$ 108.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O mercado global de energia enfrentou uma manhã de extrema turbulência nesta quinta-feira (19), reflexo da escalada militar no Oriente Médio. O preço do barril de petróleo tipo Brent principal referência internacional disparou para US$ 119 nas primeiras horas do dia. A alta foi impulsionada pela sequência de ataques mútuos entre Israel e Irã contra campos de gás e refinarias estratégicas no Catar e no Golfo Pérsico, além das ameaças diretas do presidente Donald Trump contra o campo iraniano de South Pars.

Para conter a disparada e acalmar os investidores, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acenou com a possibilidade de autorizar a comercialização do petróleo iraniano que atualmente está armazenado em navios na região. A sinalização de que o suprimento pode ser mantido, apesar do conflito, surtiu efeito imediato nas bolsas, fazendo a cotação recuar para a casa dos US$ 108 no início da tarde.

Contexto da Crise

A instabilidade atual é o desdobramento mais grave da ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei. Desde então, o bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã e os ataques a infraestruturas de aliados dos EUA, como a refinaria de Ras Laffan no Catar, colocaram em xeque a oferta global. Como a região concentra alguns dos maiores exportadores do mundo, o mercado permanece em estado de alerta máximo, monitorando cada movimento diplomático e militar que possa afetar o fluxo de combustíveis.

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