Governo cita medidas para conter impacto da alta dos combustíveis nas passagens aéreas

Ministro Tomé Franca afirmou que ações emergenciais do Governo Federal ajudaram a reduzir os efeitos da crise internacional dos combustíveis e preservar o crescimento da aviação brasileira.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República - 50

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Governo cita medidas para conter impacto da alta dos combustíveis nas passagens aéreas
Foto: Diego Campos / Secom-PR

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  • O ministro Tomé Franca afirmou que o governo adotou medidas rápidas para reduzir impactos da alta internacional dos combustíveis na aviação.
  • Entre as ações estão isenção de PIS/Cofins sobre QAv, adiamento de tarifas de navegação aérea e linha de crédito de R$ 1 bilhão às companhias.
  • Segundo o governo, desde 2023 o número de passageiros subiu de 98 milhões para cerca de 130 milhões em 2025, com queda de tarifas médias.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o Governo Federal adotou medidas rápidas para minimizar os impactos da alta internacional dos combustíveis sobre consumidores e companhias aéreas. A declaração foi feita durante participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido nesta terça-feira (2).

Segundo o ministro, o aumento dos custos foi provocado pelo agravamento das tensões internacionais envolvendo os Estados Unidos e o Irã, situação que impactou diretamente o mercado global de combustíveis. Como consequência, o preço do Querosene de Aviação (QAv), principal combustível utilizado pelas aeronaves, registrou forte elevação.

De acordo com Tomé Franca, embora o aumento tenha origem em fatores externos, o governo implementou medidas para evitar que os reflexos chegassem de forma mais intensa ao consumidor final.

“Apesar de o governo não ter responsabilidade sobre a alta internacional, houve uma atuação rápida para reduzir os impactos sobre quem utiliza o transporte rodoviário e aéreo”, destacou o ministro.

Entre as ações anunciadas está a isenção das cobranças de PIS e Cofins sobre o Querosene de Aviação, além do adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea cobradas das companhias pela Força Aérea Brasileira.

Segundo o ministro, a medida permitiu que empresas do setor tivessem maior fôlego financeiro durante o período de aumento dos custos operacionais, contribuindo para evitar reajustes ainda maiores nas passagens.

Linha de crédito de R$ 1 bilhão

Outra iniciativa destacada foi a criação de uma linha especial de crédito de R$ 1 bilhão, destinada às principais companhias aéreas do país. O financiamento foi disponibilizado para apoiar a compra de combustível e garantir capital de giro às empresas do setor.

O programa contemplou companhias como Gol, LATAM Airlines Brasil, Azul Linhas Aéreas e a regional Abaeté Linhas Aéreas.

Para o ministro, as medidas contribuíram para manter o crescimento da aviação nacional mesmo diante das dificuldades enfrentadas pelo setor.

Número de passageiros cresce desde 2023

Tomé Franca destacou que o Brasil vive um período de expansão no transporte aéreo desde 2023. Segundo ele, o número de passageiros passou de 98 milhões para aproximadamente 130 milhões em 2025, representando um aumento superior a 30 milhões de viajantes.

O crescimento também foi acompanhado pela redução das tarifas médias. Dados apresentados pelo ministro apontam que, em abril de 2026, o valor médio das passagens registrou queda de 14% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Ainda segundo o governo, metade das passagens comercializadas em 2025 custou menos de R$ 500, enquanto cerca de 20% foram vendidas por valores inferiores a R$ 200.

Turismo e desenvolvimento econômico

O ministro ressaltou que a ampliação do acesso ao transporte aéreo beneficia diretamente o turismo, os negócios e a integração entre regiões do país.

Para ele, a combinação entre redução dos custos operacionais, ampliação da oferta de voos e crescimento da demanda tem contribuído para fortalecer a aviação nacional e facilitar o deslocamento de milhões de brasileiros.

Tomé Franca afirmou que novas ações continuam sendo estudadas para ampliar a competitividade do setor e tornar as viagens aéreas ainda mais acessíveis à população.

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