Conab e BNDES firmam acordo para fortalecer ações voltadas ao abastecimento alimentar

Parceria com o banco visa modernizar a rede de abastecimento, reduzir o preço dos alimentos e subsidiar novas políticas públicas estruturais

Fonte: 'CONAB - Assessoria de Imprensa' - 010

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Conab e BNDES firmam acordo para fortalecer ações voltadas ao abastecimento alimentar

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) nesta segunda-feira (18). A assinatura ocorreu na sede do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em Brasília (DF). O projeto tem como foco principal fortalecer a soberania alimentar no Brasil.

O documento foi assinado pela ministra do MDA, Fernanda Machiaveli, e pelo presidente da Conab, Silvio Porto. A iniciativa estabelece um intercâmbio de serviços e expertises para traçar cenários futuros sobre logística, armazenagem e estoques públicos. O plano nacional busca dar eficiência ao fluxo de produção e garantir comida de qualidade nas periferias urbanas.

A parceria voltada para a soberania alimentar no Brasil prevê a contratação de consultorias específicas pelo BNDES em cinco áreas estratégicas. O diretor do banco, Nelson Barbosa, explicou que a instituição utilizará recursos do Fundo de Estruturação de Projetos (FEP). O objetivo é mapear os elos da cadeia produtiva e analisar modelos internacionais de sucesso adaptáveis à realidade do país.

Ao todo, serão elaborados oito estudos detalhados para diagnosticar desafios logísticos, operacionais e econômicos nas diferentes regiões. As informações vão ajudar a criar uma base de dados unificada sobre o potencial de armazenamento nacional. A proposta também vai identificar oportunidades para atração de investimentos públicos e privados no setor.

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, declarou que o diagnóstico é essencial para mensurar como se dá o acesso aos alimentos desde o campo até a mesa. A estabilização da oferta e a modernização dos armários estatais são consideradas prioridades para conter a oscilação de preços no mercado interno.

A cooperação técnica focada na soberania alimentar no Brasil não envolve a transferência de recursos financeiros entre as entidades. O documento possui abrangência nacional e validade inicial de 30 meses a partir da publicação no Diário Oficial da União (DOU). O prazo estabelecido pelas autoridades poderá ser prorrogado por igual período caso haja necessidade técnica.

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