Tecnologia fortalece fiscalização de resíduos em Porto Velho

Projetos do Béra Hackathon mostram como dados rastreáveis podem melhorar a fiscalização, o planejamento e a gestão de resíduos sólidos.

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Tecnologia fortalece fiscalização de resíduos em Porto Velho
Fotos: ARDPV

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  • O Béra Hackathon 2026, realizado pela Prefeitura de Porto Velho, ARDPV, Sebrae Rondônia e SMTI, selecionou as soluções tecnológicas RotaLume, Samaúma e PortoRec para apoiar a gestão de resíduos sólidos.
  • Os projetos utilizam plataformas digitais para rastrear etapas como coleta, transporte, pesagem, recebimento e destinação dos resíduos, gerando dados organizados que podem aprimorar o planejamento e a fiscalização.
  • A ARDPV destaca que as soluções ainda são protótipos e precisarão de análises sobre viabilidade, segurança da informação, integração com sistemas e compatibilidade com normas antes de possível implementação.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A tecnologia pode ampliar a capacidade de fiscalização e planejamento da gestão de resíduos sólidos em Porto Velho. Essa é uma das conclusões apresentadas a partir dos projetos vencedores do Béra Hackathon 2026, iniciativa da Prefeitura de Porto Velho, por meio da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e de Desenvolvimento do Município de Porto Velho (ARDPV), em parceria com o Sebrae Rondônia e a Superintendência Municipal de Tecnologia da Informação e Pesquisa (SMTI).

As soluções RotaLume, Samaúma e PortoRec ficaram, respectivamente, em primeiro, segundo e terceiro lugares. Embora tenham propostas diferentes, os três projetos utilizam tecnologia para transformar atividades da cadeia de resíduos em informações organizadas, rastreáveis e verificáveis.

Como a tecnologia pode ajudar na fiscalização

O RotaLume foi desenvolvido para acompanhar a coleta e facilitar a comunicação entre moradores, operadores dos serviços e gestores públicos. A plataforma pode reunir informações sobre rotas, ocorrências e execução das atividades.

Já a Samaúma propõe conectar grandes geradores de resíduos, cooperativas de catadores e poder público, permitindo acompanhar etapas como coleta, transporte, recebimento e destinação dos materiais.

A PortoRec concentra a proposta na rastreabilidade e na logística reversa. O projeto prevê registros digitais das diferentes etapas percorridas pelos resíduos, desde a coleta e pesagem até o transporte, recebimento e destinação final.

Na prática, as ferramentas podem produzir informações sobre a execução dos serviços, os percursos realizados, a quantidade de material coletado, os responsáveis pelo recebimento e a destinação dos resíduos.

Dados podem apoiar decisões regulatórias

Para Renato Muzzolon Júnior, diretor de Regulação Econômica e Tarifária da ARDPV, dados confiáveis são importantes para ampliar a capacidade de planejamento e acompanhamento dos serviços.

Segundo ele, informações sobre a realização das coletas, pesagem, recebimento e destinação dos resíduos podem contribuir para uma fiscalização mais precisa e para a avaliação dos resultados entregues à população.

A tecnologia também pode facilitar a identificação de ocorrências, a comparação de informações e a localização de situações que necessitem de atuação das equipes responsáveis pela fiscalização.

Muzzolon ressalta, porém, que as ferramentas digitais devem funcionar como apoio ao trabalho técnico.

“A tecnologia oferece instrumentos para organizar as informações, registrar evidências e identificar situações que precisam ser verificadas. Ela fortalece a fiscalização, mas a decisão regulatória continua exigindo análise técnica, segurança jurídica e acompanhamento permanente”, explicou.

Gestão de resíduos depende de diferentes atores

A cadeia de resíduos sólidos envolve moradores, grandes geradores, cooperativas, empresas e poder público. Cada participante possui responsabilidades diferentes dentro do processo.

Para a população, informações sobre a execução dos serviços e canais para comunicar problemas podem facilitar o acompanhamento da coleta.

Grandes geradores precisam organizar os resíduos sob sua responsabilidade, enquanto cooperativas dependem do acesso aos materiais e a oportunidades que contribuam para sua produtividade e renda.

Empresas também precisam acompanhar processos relacionados à logística reversa e à destinação adequada. Para o poder público, dados confiáveis ajudam no planejamento de políticas, no acompanhamento de contratos e na fiscalização dos serviços.

Nesse contexto, os três projetos vencedores apresentam propostas complementares para melhorar a integração entre os participantes da cadeia.

Projetos ainda são protótipos

Apesar do potencial das soluções, os projetos desenvolvidos no Béra Hackathon ainda são protótipos. Uma eventual implementação dependerá de novas análises e etapas de validação.

Entre os aspectos que precisam ser avaliados estão viabilidade técnica e econômica, segurança da informação, proteção de dados, manutenção das plataformas, integração com sistemas municipais e compatibilidade com contratos e normas existentes.

Para o diretor-presidente da ARDPV, Oscar Dias de Souza Netto, o encerramento do hackathon não precisa significar o fim das propostas desenvolvidas.

“O encerramento do Hackathon não precisa representar o fim dessas ideias. Nosso objetivo é aproximar quem possui conhecimento e criatividade dos desafios enfrentados pelo município, permitindo que soluções sejam desenvolvidas, testadas e amadurecidas”, afirmou.

A ARDPV atua na fiscalização da qualidade, regularidade e continuidade dos serviços públicos delegados, além do acompanhamento de resultados e do incentivo à modernização e à inovação.

A iniciativa também amplia o diálogo entre regulação, tecnologia e desenvolvimento sustentável, com foco em soluções que possam apoiar decisões públicas e contribuir para a melhoria dos serviços prestados à população de Porto Velho.

Com informações de Gabriele Moura

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