Riscos à saúde pública com atendimento oftalmológico irregular

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia alertou sobre o aumento de denúncias contra pessoas sem formação que realizam procedimentos oftalmológicos.

Fonte: Paula Laboissiere - repórter da Agência Brasil - 20

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Riscos à saúde pública com atendimento oftalmológico irregular
Bruno Peres/Agência Brasil

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O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) divulgou dados que mostram o aumento de denúncias contra pessoas e estabelecimentos que oferecem serviços oftalmológicos de forma irregular. Desde janeiro de 2017, quase 3 mil representações foram feitas por conta de ações ilegais, incluindo a realização de exames e a prescrição de lentes por profissionais não médicos. No primeiro semestre de 2025, foram 142 denúncias.

O CBO destaca que esse tipo de prática, muitas vezes encontrada em óticas e estabelecimentos comerciais, representa um sério risco à saúde pública. A entidade alerta que exames oftalmológicos devem ser realizados exclusivamente por médicos oftalmologistas, com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) e de Qualificação de Especialista (RQE). Além disso, os locais de atendimento precisam seguir as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para garantir a segurança dos pacientes.

Debate em congresso

O aumento de denúncias sobre atendimentos oftalmológicos por pessoas sem formação em medicina será um dos temas discutidos no 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que será realizado em Curitiba a partir desta quarta-feira (27). O evento reunirá especialistas, pesquisadores e representantes de inovações tecnológicas para a saúde ocular.

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