Lula passa por cirurgia para retirada de lesão de pele e deve usar chapéu

Procedimento realizado nesta sexta-feira em São Paulo foi bem-sucedido e não afetará agenda presidencial; médico afirma que lesão é comum e decorrente de exposição solar.

Fonte: Agência Brasil - 20

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Lula passa por cirurgia para retirada de lesão de pele e deve usar chapéu
© Paulo Pinto/Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi submetido a um procedimento cirúrgico na manhã desta sexta-feira (24), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A intervenção teve como objetivo a retirada de uma lesão no couro cabeludo, identificada como um carcinoma basocelular. Segundo o médico particular da presidência, Ricardo Kalil, a cirurgia ocorreu sem intercorrências e a previsão é que o chefe do Executivo receba alta ainda hoje para retornar à sua residência.

De acordo com a médica Cristina Abdala, responsável pela operação, a lesão retirada é o tipo de câncer de pele mais comum no mundo, sendo localizado e sem risco de se espalhar para outros órgãos. O surgimento está diretamente ligado à exposição solar ao longo dos anos. O material removido foi encaminhado para biópsia, procedimento padrão nesse tipo de intervenção. Durante a permanência no hospital, Lula também realizou uma infiltração na mão direita para tratar um quadro de tendinite.

A equipe médica recomendou que o presidente mantenha repouso nos próximos dias e evite grandes eventos públicos para facilitar o processo de cicatrização, que deve durar cerca de um mês. “O cuidado agora é com o curativo, usar chapéu e tocar a vida normal”, afirmou o doutor Kalil. Ele destacou que a agenda de compromissos não será cancelada e que a rotina de trabalho deve seguir sem o uso de medicamentos sistêmicos, apenas com cuidados locais.

A mini-cirurgia já estava programada e não teve caráter emergencial. Lula chegou à unidade de saúde por volta das 7h acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva. Sobre o impacto nas atividades políticas e na campanha presidencial, Ricardo Kalil foi enfático ao garantir que o tratamento não causará interferências. “O máximo que vai acontecer é ele aparecer de chapéu, como já ocorreu em outras situações”, concluiu o médico.

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