Novo ministro do Mdic defende jornada de 40 horas e foco em investimentos

Márcio Elias Rosa assumiu a pasta nesta terça-feira (14) com o compromisso de concluir projetos estruturantes e fortalecer a indústria nacional.

Fonte: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - 20

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Novo ministro do Mdic defende jornada de 40 horas e foco em investimentos
© Júlio César Silva/MDIC

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O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, tomou posse nesta terça-feira (14) manifestando apoio à redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais (modelo 5×2). Segundo o ministro, a medida acompanha uma tendência global de busca por melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores e segue a diretriz central do governo federal. Ele ressaltou, no entanto, que a implementação da mudança dependerá de amplo diálogo com o setor produtivo e da tramitação legislativa no Congresso Nacional.

Ao assumir o cargo, Elias Rosa definiu que a prioridade da pasta para este ano será a conclusão de iniciativas que já estão em andamento, evitando a abertura de novos projetos complexos. O foco central permanece na consolidação da Nova Indústria Brasil, política industrial desenhada para ser o motor de investimentos e do comércio exterior. O ministro destacou que a continuidade da atração de capital, tanto nacional quanto estrangeiro, é vital para manter o ritmo de crescimento da produção industrial brasileira.

No cenário internacional, o Mdic pretende acelerar acordos estratégicos. A maior expectativa recai sobre a entrada em vigor do tratado entre Mercosul e União Europeia, prevista para o dia 1º de maio. Márcio Elias Rosa enfatizou a importância da participação ativa do setor privado para que os resultados econômicos apareçam rapidamente. Além do bloco europeu, o governo brasileiro busca avançar em negociações bilaterais com o Canadá e o México até o final de 2026.

O ministro também defendeu mecanismos de proteção à indústria nacional, como a manutenção de tarifas sobre importados de baixo custo, citando especificamente a “taxa das blusinhas” para resguardar os setores têxtil e de calçados. Na agenda tecnológica, a prioridade será a retomada do programa Redata, que oferece incentivos tributários para a construção de data centers no país. Para o ministro, garantir segurança jurídica e estabilidade política é o caminho fundamental para consolidar o Brasil como um destino confiável para investimentos globais.

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