A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS retomou os trabalhos nesta quinta-feira (5), com a presença de deputados e senadores integrantes do colegiado. A comissão é presidida pelo senador Carlos Vieira e tem como relator o deputado federal Alfredo Gaspar.
Durante a sessão, o deputado federal Coronel Crisóstomo (PL-RO) fez cobranças por esclarecimentos e afirmou que a CPMI precisa avançar até o fim das apurações para esclarecer denúncias de fraudes e irregularidades envolvendo aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Diga a verdade. A verdade dói, mas tem que ser dita. O povo brasileiro, principalmente os aposentados que foram roubados, não pode mais esperar”, declarou o parlamentar durante os debates.
Crisóstomo também defendeu a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e informou que apresentou requerimento formal para que ele seja ouvido pela comissão. Segundo o deputado, a CPMI deve convocar todos os nomes citados nas investigações para evitar seletividade nos trabalhos.
“Se a esquerda diz que quer saber a verdade, então que vote favorável à convocação. Não se pode proteger ninguém. Quem não deve, não teme”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que suas declarações se baseiam em informações que, segundo ele, constam em investigações da Polícia Federal, citadas em documentos e debates no âmbito da CPMI.
Crisóstomo afirmou ainda que há indícios de envolvimento de pessoas ligadas ao governo em esquemas relacionados ao INSS, ressaltando que essas alegações estão sendo discutidas no âmbito da comissão e deverão ser esclarecidas ao longo das investigações.
A CPMI do INSS foi criada para apurar denúncias de descontos irregulares, fraudes e possíveis esquemas de corrupção que teriam causado prejuízos a aposentados e pensionistas. A expectativa é que novas oitivas e requerimentos sejam analisados nas próximas sessões.







































