Pais acusam Creche Escola Aprender de dificultar transferências em Porto Velho

Segundo as famílias, a creche teria condicionado a entrega dos documentos escolares à assinatura de notas promissórias referentes a supostas dívidas de mensalidades.

Fonte: News Rondônia

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Pais acusam Creche Escola Aprender de dificultar transferências em Porto Velho

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Pais de alunos da Creche Escola Aprender, na zona sul de Porto Velho, relatam que enfrentaram dificuldades para obter documentos escolares ao pedir a transferência dos filhos. Segundo os responsáveis, a instituição teria condicionado a entrega à assinatura de notas promissórias referentes a mensalidades que a escola considerava pendentes. A denúncia já havia sido noticiada em 16 de março de 2026 pelo portal Fatos RO. As informações disponíveis não esclarecem se as famílias receberam a documentação desde então.

No relato divulgado pelo portal O Madeira, os responsáveis afirmam ter guardado mensagens e documentos sobre as solicitações. Dizem também que há testemunhas das conversas com a instituição. Esse material não foi apresentado ao News Rondônia para verificação. Por isso, a alegação de que a direção exigiu a assinatura das promissórias permanece atribuída às famílias.

O que os pais relatam sobre a transferência

O ponto central da reclamação é o que teria ocorrido quando os responsáveis procuraram a escola em busca de históricos e outros registros para apresentar à unidade de destino. Na versão das famílias, para sair com a documentação dos filhos, seria preciso assumir por escrito um compromisso de pagamento. Os relatos não especificam os valores cobrados, quantas crianças foram afetadas ou por quanto tempo cada família aguardou a entrega.

Em março, o Fatos RO informou que os responsáveis avaliavam registrar reclamações formais. O veículo também afirmou ter procurado a direção da creche e não ter recebido resposta até o fechamento daquela publicação. A informação se refere ao contato feito pelo portal naquela ocasião. Não foi possível confirmar se houve manifestação posterior da escola, abertura de procedimento oficial ou prejuízo à matrícula de alguma criança.

O que a lei diz sobre documentos escolares e mensalidades

O artigo 6º da Lei Federal nº 9.870/1999 proíbe reter documentos escolares por falta de pagamento. A proteção alcança também outras medidas que atingem diretamente o estudante, como impedir que faça provas em razão de mensalidades em atraso. A instituição de ensino conserva o direito de cobrar valores que entenda devidos pelos meios previstos em lei.

A distinção importa para o caso de Porto Velho. Uma família pode receber uma proposta de negociação quando procura a secretaria. A questão levantada pelos pais é se havia liberdade para retirar os documentos e discutir a cobrança separadamente. Caso se confirme que a escola reteve registros por causa de mensalidades em aberto, a conduta contraria a proibição do artigo 6º. A análise independe de saber se os responsáveis concordavam com o valor da cobrança.

A lei traz ainda uma regra específica para os ensinos fundamental, médio e superior. Nessas etapas, o parágrafo 2º determina a expedição dos documentos de transferência a qualquer tempo, inclusive quando já existe cobrança judicial. No caso da creche, é importante distinguir essa previsão, que enumera as etapas de ensino, da proibição de reter documentos por inadimplência, estabelecida no início do artigo.

A falta de um registro pode ter consequências práticas na mudança de escola. Em Rondônia, por exemplo, o histórico ou a declaração de escolaridade já integrou a lista de documentos solicitados às famílias em processos de matrícula da rede estadual, como mostrou o News Rondônia em reportagem sobre a documentação para novos alunos. As exigências daquela seleção se referiam à rede estadual e ao período informado na publicação.

Como registrar uma reclamação em Porto Velho

O responsável que enfrenta dificuldade semelhante pode pedir o documento por escrito, identificar o registro de que precisa e guardar a resposta da secretaria. Se houver uma proposta de pagamento, convém conservar a mensagem ou o formulário em que ela aparece. Esses registros ajudam a esclarecer quando a família fez o pedido, qual foi a resposta e se a escola vinculou a entrega a alguma condição.

Para abrir uma reclamação, o Procon de Rondônia solicita documentos de identificação e comprovantes da relação de consumo, como contrato, recibo ou boleto. Em Porto Velho, a unidade do Centro informa os telefones 151 e (69) 3212-9914. O atendimento por WhatsApp, exclusivo para mensagens, funciona pelo (69) 3212-9911.

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