Segundo a FIERO, apesar de déficit em setembro, saldo do comércio exterior de Rondônia supera US$ 560 mi

A pauta de embarques do mês permaneceu concentrada em itens do setor produtivo rural, com destaque para a carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%.

Fonte: FIERO

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Segundo a FIERO, apesar de déficit em setembro, saldo do comércio exterior de Rondônia supera US$ 560 mi

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  • Em setembro, o comércio exterior de Rondônia registrou déficit de US$ 59,5 milhões, com US$ 195,7 milhões em exportações e US$ 255,2 milhões em importações, mas o acumulado de janeiro a setembro mantém saldo positivo de US$ 560,2 milhões.
  • O déficit pontual foi influenciado pelo aumento de quase 40% nas importações em relação ao mesmo período de 2025 e pelas limitações tarifárias da China à carne bovina, que passou a pagar alíquota total de 67% ao atingir o teto da cota anual.
  • A pauta exportadora segue concentrada em carne bovina (58,1%), milho (23,3%) e café (7,3%), com forte avanço do setor cafeeiro em 2026, enquanto as importações são lideradas pela China (41,2% do total acumulado, ou US$ 953,6 milhões) dentro de um modelo tributário de importação escritural.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O comércio exterior de Rondônia fechou o mês de setembro com déficit pontual de US$ 59,5 milhões, valor decorrente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões em compras no período, segundo dados divulgados pelo Observatório da Indústria, instrumento da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO). Contudo, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, somando saldo positivo de US$ 560,2 milhões.

Esse saldo negativo se reflete em decorrência do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá.

A pauta de embarques do mês permaneceu concentrada em itens do setor produtivo rural, com destaque para a carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou ritmo de expansão contínuo, consolidando 7,3% da pauta mensal. As variações verificadas no volume de grãos ao longo dos últimos meses acompanham o calendário natural de colheita e logística de escoamento da safra regional.

Observa-se que o desempenho do café ganha protagonismo na balança comercial rondoniense pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado para o exterior até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Esse avanço do setor cafeeiro ajuda a diversificar as remessas estaduais para o mercado internacional, oferecendo suporte ao saldo comercial mesmo em períodos de maior oscilação na demanda ou nas tarifas incidentes sobre outros produtos tradicionais, como a carne bovina e a entressafra da soja.

Do lado das importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Nesse sistema, empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local.

A consolidação de resultados positivos ao longo de nove meses demonstra a estabilidade do setor produtivo local no cenário internacional. O desafio contínuo envolve a busca por maior agregação de valor aos produtos primários e o fortalecimento de canais comerciais alternativos, assegurando dinamismo às exportações rondonienses frente às oscilações da economia mundial.

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