Democracia, soberania e conhecimento: a mensagem da Andifes ao Brasil antes das eleições

Carta da entidade reúne princípios para o futuro do país e é republicada pela Universidade Federal de Rondônia, destacando democracia, soberania, educação, ciência, inclusão e autonomia universitária.

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Democracia, soberania e conhecimento: a mensagem da Andifes ao Brasil antes das eleições

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A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) divulgou, nesta quarta-feira (23), durante reunião do Conselho Pleno, uma carta dirigida à sociedade brasileira diante das eleições de 2026. O documento, que reafirma a defesa da democracia, da Constituição, da soberania do voto popular e do respeito ao resultado das urnas, foi republicado pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), ampliando a circulação da manifestação entre a comunidade acadêmica e a sociedade rondoniense.

A carta apresenta uma reflexão sobre os princípios que, na avaliação da Andifes, devem orientar o debate sobre o futuro do Brasil. Entre eles estão a defesa das instituições democráticas, a soberania nacional, a liberdade de pensamento e expressão, a educação pública, a ciência, a inclusão social, a autonomia universitária e a construção de um modelo de desenvolvimento capaz de enfrentar as desigualdades sociais e regionais.

Democracia, soberania e conhecimento: a mensagem da Andifes ao Brasil antes das eleições

A manifestação da entidade ocorre no contexto das eleições de 2026, mas seu conteúdo ultrapassa o debate eleitoral. Ao apresentar suas posições, a Andifes estabelece uma relação direta entre a preservação da democracia e a existência de universidades públicas fortes, autônomas e comprometidas com a sociedade.

Democracia, soberania e conhecimento: a mensagem da Andifes ao Brasil antes das eleições

Democracia como fundamento das universidades

Um dos principais eixos da carta é a defesa da democracia. Para a Andifes, o regime democrático está associado ao respeito à Constituição, às instituições, à soberania do voto popular e à decisão expressa nas urnas.

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A entidade também relaciona a democracia à liberdade de pensamento, à liberdade de expressão, à produção e circulação do conhecimento e ao respeito aos direitos humanos. Nesse sentido, a universidade aparece como um dos espaços fundamentais para o exercício desses princípios.

A concepção apresentada pela Andifes estabelece uma conexão entre a democracia brasileira e a própria natureza das instituições federais de ensino superior. Universidades que produzem conhecimento, promovem o debate de ideias e garantem espaço para diferentes perspectivas são apresentadas como parte da estrutura necessária à consolidação democrática.

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Soberania também passa pela ciência

Outro ponto central da carta é a relação entre soberania nacional e conhecimento científico e tecnológico.

A Andifes sustenta que um país soberano precisa desenvolver capacidade própria para produzir conhecimento, tecnologia e inovação. Nesse cenário, as Universidades Federais assumem uma função estratégica, por concentrarem pesquisa, formação de profissionais qualificados e desenvolvimento científico em diferentes áreas.

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A carta relaciona esse desafio a questões contemporâneas como a emergência climática, a inteligência artificial, a transformação digital e a importância crescente de recursos estratégicos, como terras raras e minerais críticos.

A soberania, portanto, é apresentada não apenas como uma questão territorial ou política, mas também como capacidade de o Brasil produzir conhecimento e desenvolver soluções próprias para os desafios nacionais.

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Educação e ciência como políticas de Estado

A Andifes defende que educação e ciência sejam tratadas como políticas de Estado, e não como ações condicionadas aos ciclos de governo.

Nesse entendimento, o fortalecimento das universidades públicas é apresentado como requisito para a formação de profissionais, a produção científica, a inovação e o desenvolvimento econômico e social.

Democracia, soberania e conhecimento: a mensagem da Andifes ao Brasil antes das eleições

A entidade também defende financiamento público adequado e previsível, valorização dos profissionais das instituições federais e respeito à autonomia universitária.

Para a Andifes, preservar a universidade pública significa garantir as condições para que ela continue cumprindo suas funções acadêmica, científica e social.
Inclusão, permanência e combate às desigualdades

A carta dedica atenção ainda à democratização do acesso ao ensino superior. A Andifes defende a continuidade e o fortalecimento das políticas de ações afirmativas, da assistência estudantil e das iniciativas destinadas à permanência dos estudantes nas universidades.

O documento também destaca a importância de enfrentar discriminações, violências e diferentes formas de exclusão no ambiente acadêmico.

A perspectiva defendida pela entidade é de que ampliar o acesso à universidade não basta: é necessário criar condições para que os estudantes tenham possibilidade de permanecer, concluir sua formação e participar plenamente da vida universitária.

Nesse contexto, a diversidade social presente nas Universidades Federais é apresentada como parte da própria construção democrática do país.

Autonomia universitária como princípio democrático

A autonomia das universidades aparece igualmente como um dos fundamentos destacados pela Andifes.

A entidade defende instituições capazes de desenvolver suas atividades acadêmicas, científicas e administrativas com autonomia, preservando a liberdade necessária à produção do conhecimento.

Essa autonomia é relacionada diretamente à democracia, uma vez que a liberdade acadêmica depende de condições institucionais que permitam a pesquisa, o ensino e o debate de ideias sem interferências incompatíveis com a natureza da universidade pública.

Universidades como patrimônio da sociedade

Ao longo da carta, a Andifes reforça a ideia de que as Universidades Federais não pertencem apenas à comunidade acadêmica. Elas são apresentadas como patrimônio da sociedade brasileira e como instituições estratégicas para o desenvolvimento nacional.

A presença dessas universidades em diferentes regiões do país também é apontada como instrumento de redução das desigualdades regionais. Por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, as instituições podem contribuir para a compreensão dos problemas locais e para a formulação de soluções relacionadas às características de cada território.

Essa dimensão ganha particular relevância para estados da Amazônia, como Rondônia, onde a universidade federal exerce papel importante na formação de profissionais e na produção de conhecimento relacionado às características sociais, econômicas e ambientais da região.

Soberania e cooperação internacional

A Andifes também apresenta uma compreensão de soberania que não significa isolamento. A entidade defende um Brasil capaz de preservar seus interesses nacionais ao mesmo tempo em que participa da cooperação internacional.

Ciência, tecnologia, cultura, biodiversidade e conhecimento são apontados como áreas nas quais o Brasil pode ampliar sua participação no cenário internacional.
A perspectiva defendida é a de um país com capacidade própria de decisão e produção de conhecimento, mas aberto à cooperação e ao intercâmbio científico e acadêmico.

O papel da universidade no debate eleitoral

Ao divulgar a carta, a Andifes convida a comunidade universitária e a sociedade brasileira a participarem ativamente do debate público durante as eleições de 2026.

A manifestação não se restringe à escolha de representantes. O documento propõe uma discussão mais ampla sobre os princípios e políticas que deverão orientar o país nos próximos anos.

Nesse conjunto, democracia, soberania, educação, ciência, inclusão e desenvolvimento aparecem como elementos interligados.

A Universidade Federal de Rondônia, ao republicar a carta da Andifes, também leva esse debate para dentro de sua comunidade acadêmica e para a sociedade rondoniense, reforçando a circulação de uma discussão que envolve diretamente o papel das universidades públicas no futuro do Brasil.

Ao afirmar que as Universidades Federais são patrimônio da sociedade, a Andifes amplia a compreensão sobre essas instituições: elas não são apenas espaços de formação profissional, mas também centros de produção de conhecimento, desenvolvimento científico, promoção da cidadania e participação na construção de políticas capazes de responder aos desafios do país.

A Carta da Andifes foi apresentada pelo Conselho Pleno da entidade em 23 de setembro de 2026 e republicada pela Universidade Federal de Rondônia.

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