Juiz determina que Casa Branca devolva credenciais a jornalistas

Magistrado emitiu ordem liminar para restaurar o acesso de profissionais de 3 veículos de imprensa após proibição imposta pelo governo norte-americano.

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Juiz determina que Casa Branca devolva credenciais a jornalistas
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Um juiz federal determinou a Donald Trump que restaure imediatamente o acesso à Casa Branca aos jornalistas de 3 órgãos de comunicação social, afirmando que a proibição imposta pelo governo é provavelmente inconstitucional. O juiz distrital Tim Kelly emitiu a ordem em uma ação judicial interposta pelas empresas jornalísticas após o anúncio da restrição realizado pelo presidente em 18 de setembro. Kelly ordenou que o Executivo devolva de forma imediata as credenciais de imprensa dos profissionais e impediu as autoridades de aplicarem a proibição pelo período de 14 dias, visando preservar o status quo enquanto o tribunal analisa o mérito do caso.

Durante a apreciação do pedido, o magistrado rejeitou a alegação do governo norte-americano de que a medida drástica foi motivada por preocupações com a segurança nacional. O juiz destacou que os autos carecem de fundamento factual para comprovar que a manutenção das credenciais permanentes dos autores colocaria a segurança do país em risco. Além disso, o magistrado lembrou que o próprio presidente havia declarado publicamente que a proibição decorria da suposta falta de veracidade e da negatividade nas reportagens publicadas pelas redações afetadas ao longo dos últimos meses.

Citando precedentes jurídicos consolidados, o juiz enfatizou que os indivíduos devem obrigatoriamente receber aviso prévio e oportunidade de defesa antes de serem privados de um interesse protegido pela Constituição. A defesa do governo argumentou que explicações suficientes haviam sido enviadas aos veículos por meio de cartas, mas o magistrado demonstrou ceticismo ao notar que tais documentos foram remetidos após a efetivação da revogação e o ajuizamento da ação judicial. Representantes jurídicos dos veículos denunciaram a manobra como uma retaliação política de um presidente insatisfeito com a cobertura jornalística desfavorável.

A controvérsia gerou forte reação no meio jornalístico e levou os demais membros do pool televisivo da Casa Branca a encerrarem a participação no esquema em um gesto inédito de solidariedade. Uma coalizão formada por grupos de defesa da liberdade de imprensa e dezenas de redações apresentou documentos jurídicos em apoio aos veículos afetados, reforçando que restrições baseadas em linha editorial violam a jurisprudência do Supremo Tribunal. A disputa ocorre em um cenário político sensível, marcado por baixos índices de aprovação popular e pela proximidade das eleições intercalares marcadas para 3 de novembro.

Perguntas Frequentes

Qual foi a decisão do juiz federal em relação aos jornalistas?
O magistrado determinou que o governo norte-americano devolva imediatamente as credenciais de imprensa aos profissionais dos veículos afetados.

Por quanto tempo a proibição foi suspensa pela ordem judicial?
A proibição foi interrompida pelo período inicial de 14 dias enquanto o tribunal analisa o mérito do processo.

Qual argumento do governo foi rejeitado pelo magistrado?
O juiz rejeitou a alegação de que a revogação das credenciais seria necessária para proteger a segurança nacional dos Estados Unidos.

 

Com informações de Cristina Sambado – Repórter da RTP*

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