Escritora Chiquitana do Guaporé representa Rondônia em um dos maiores eventos literários do país

Quem imaginaria que aquela criança nascida às margens do Rio Guaporé, na comunidade quilombola de Laranjeiras, no interior de Rondônia, um dia teria seu nome e sua história presentes em um dos mais importantes eventos literários do Brasil?

Fonte: Arita Vieira

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Escritora Chiquitana do Guaporé representa Rondônia em um dos maiores eventos literários do país
Durante o lançamento da Coletânea Rondônia em Poesia Bilíngue Português e Francês, coautora Maria Valda Mejia Noteno representante de Costa Marques

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A trajetória de Maria Valda Mejia Noteno, escritora Chiquitana do Guaporé, ganhou um novo capítulo com sua participação na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Moradora de Costa Marques, município localizado no Vale do Guaporé, Maria Valda levou para o evento não apenas sua produção literária, mas também as histórias, as memórias e as raízes de uma região marcada pela diversidade cultural e pela riqueza de seus povos.

A presença na Bienal representou um momento especial em sua caminhada como escritora. Em meio a autores, leitores, editoras e representantes de diferentes lugares do Brasil e do mundo, a escritora teve a oportunidade de conhecer novas realidades, trocar experiências e compartilhar um pouco da literatura produzida a partir de suas vivências amazônicas.

Sua história é também a história de uma mulher que carrega em sua escrita a força de suas origens. Nascida em uma região onde o Rio Guaporé faz parte do cotidiano das comunidades, Maria Valda encontrou na literatura uma forma de preservar lembranças, valorizar sua identidade e transformar experiências em palavras.

Para ela, chegar à Bienal Internacional do Livro de São Paulo ultrapassa a realização de um projeto pessoal. É a demonstração de que histórias que nascem em lugares muitas vezes distantes dos grandes centros também podem alcançar novos públicos e ocupar espaços de destaque no cenário cultural brasileiro.

A participação no evento possibilitou ainda o contato com outros escritores e diferentes manifestações literárias, fortalecendo a percepção de que a literatura é uma ponte capaz de aproximar pessoas, territórios e culturas.

Da pequena comunidade às margens do Guaporé aos grandes corredores da Bienal, a trajetória de Maria Valda revela como a literatura pode nascer da memória, da ancestralidade e da identidade de um povo e, ao mesmo tempo, conquistar novos espaços.

Ao representar Costa Marques e o Vale do Guaporé, a escritora leva consigo uma parte da Amazônia rondoniense. Em suas palavras, seguem presentes o rio, a comunidade, as histórias ouvidas ao longo da vida e as lembranças de uma infância construída entre pessoas, natureza e cultura.

A participação na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo fica, assim, marcada como mais uma página de uma história que começou às margens do Rio Guaporé e que continua sendo escrita — agora, diante de novos leitores e em novos territórios.

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