MPRO denuncia dentista por suposta transmissão de HIV em Porto Velho

Quatro mulheres foram confirmadas como vítimas e orienta possíveis outras pessoas a procurar o NAVIT.

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MPRO denuncia dentista por suposta transmissão de HIV em Porto Velho
Foto: MPRO

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  • O Ministério Público de Rondônia denunciou um dentista de Porto Velho por supostamente transmitir conscientemente o vírus HIV a mulheres com quem se relacionava, mesmo sabendo do diagnóstico e sem aderir ao tratamento.
  • Quatro mulheres tiveram contaminação pelo HIV confirmada, recebem atendimento pelo NAVIT, e a investigação segue para esclarecer os casos e identificar outras possíveis vítimas, que são orientadas a procurar o núcleo por telefone, WhatsApp ou presencialmente.
  • O dentista está preso preventivamente desde 11 de junho de 2026 e poderá responder por estupro, perigo de contágio de moléstia grave e lesão corporal gravíssima, com penas que variam de 2 a 10 anos de prisão, além de multa.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) denunciou um dentista que atua em Porto Velho por supostamente ter contaminado mulheres pelo vírus HIV de forma consciente. Segundo as informações reunidas durante a investigação, o profissional já tinha conhecimento do diagnóstico e não teria aderido ao tratamento antirretroviral.

De acordo com o MPRO, a investigação apura a hipótese de que a recusa ao tratamento tenha integrado uma conduta deliberada para transmitir o vírus às mulheres com quem o investigado mantinha relacionamentos. O caso está sob responsabilidade da 35ª Promotoria de Justiça, conduzida pelo promotor de Justiça Luciano Aquino Rodrigues.

Quatro mulheres tiveram contaminação confirmada

Até o momento, quatro mulheres tiveram a contaminação pelo HIV confirmada, segundo o Ministério Público. As vítimas receberam acolhimento, apoio psicológico e os encaminhamentos necessários por meio do Núcleo de Atendimento às Vítimas (NAVIT).

As ações tramitam na Justiça Estadual e, conforme o MPRO, já foi realizada audiência relacionada a uma das vítimas. A investigação continua para esclarecer as circunstâncias dos casos e verificar a existência de outras possíveis vítimas.

A coordenadora do NAVIT, promotora de Justiça Eiko Danielli Araki, informou que novas informações apresentadas pelas vítimas indicam que o investigado mantinha uma vida sexual ativa. Com isso, existe a possibilidade de outras pessoas terem sido expostas e ainda não terem procurado diagnóstico.

Dentista está preso preventivamente

O dentista está preso preventivamente desde 11 de junho de 2026, conforme informado pelo Ministério Público. Segundo as investigações, mesmo após responder a uma ação penal relacionada a atendimentos realizados pela Sala Lilás do NAVIT, ele teria continuado mantendo relacionamentos com mulheres.

O MPRO reforça que a investigação busca identificar outras pessoas que possam ter mantido relacionamento com o investigado. A orientação é que possíveis vítimas procurem o NAVIT para receber atendimento especializado e obter informações sobre os procedimentos disponíveis.

Como procurar o NAVIT

O Ministério Público disponibilizou canais específicos para pessoas que tenham mantido relacionamento com o investigado e que desejem buscar orientação ou fornecer informações. O atendimento inclui acolhimento e encaminhamentos de acordo com as particularidades de cada situação.

As denúncias ou pedidos de orientação podem ser realizados pelos telefones e WhatsApp (69) 99906-6411 e (69) 98408-9931. Também é possível procurar atendimento presencial no edifício-sede do MPRO, localizado na Rua Jamari, nº 1555, em Porto Velho.

Quais crimes são investigados

Conforme as circunstâncias de cada caso, o denunciado poderá responder pelos crimes de estupro, perigo de contágio de moléstia grave e lesão corporal gravíssima, segundo o Ministério Público de Rondônia.

As penas previstas para os crimes mencionados, considerando as imputações apresentadas, variam de 2 a 10 anos de prisão, além de multa. A responsabilização criminal dependerá do andamento da ação penal e da análise dos fatos pela Justiça.

Com informações da Gerência de Comunicação Integrada

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