Caso suspeito de Leishmaniose Visceral Canina é identificado em Porto Velho após anos sem registros

Confirmação reacende alerta para prevenção da doença, que pode afetar cães e humanos; vigilância já foi intensificada no bairro Flamboyant

Fonte: Nathalie Ventura |SMC|PMPV - 010

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Caso suspeito de Leishmaniose Visceral Canina é identificado em Porto Velho após anos sem registros
Fotos: Secom

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Um caso suspeito de Leishmaniose Visceral Canina (LVC) foi identificado pela Divisão de Controle de Zoonoses em Animais Domésticos e Sinantrópicos (DCZADS), da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), no bairro Flamboyant, em Porto Velho. Há anos não havia registros confirmados da doença na capital, o que aumenta a preocupação e reforça a importância da prevenção e do controle do vetor.

De acordo com a Semusa, o animal foi prontamente atendido pelas equipes técnicas, seguindo os protocolos do Ministério da Saúde. A região já recebe ações de controle, como testagem de outros cães e orientações à comunidade.

O que é a Leishmaniose Visceral Canina?

A LVC é uma doença infecciosa causada pelo protozoário do gênero Leishmania. O mosquito-palha (Lutzomyia longipalpis) é o vetor responsável pela transmissão, habitando locais com matéria orgânica em decomposição, como folhas, fezes e restos de alimentos.

Transmissão

A LVC não é transmitida diretamente dos cães para humanos. A transmissão ocorre quando o mosquito se infecta ao picar um cão doente e, em seguida, transmite o protozoário ao picar uma pessoa.

Sintomas e tratamento

Nos cães, os principais sintomas são emagrecimento progressivo, feridas na pele, principalmente em focinho, orelhas e patas, crescimento anormal das unhas, apatia, febre e problemas oculares. Em humanos, a doença é grave, mas tem tratamento gratuito disponível na rede municipal de saúde.

Prevenção

O controle do vetor é essencial para evitar a disseminação. Confira algumas medidas de prevenção:

  • Manter quintais limpos, sem folhas, frutos ou lixo acumulado;

  • Evitar matéria orgânica que possa atrair o mosquito-palha;

  • Limpar regularmente os abrigos dos animais;

  • Manter os cães dentro de casa à noite, período de maior atividade do mosquito;

  • Evitar passeios noturnos em áreas com vegetação densa;

  • Levar os animais ao veterinário regularmente e ficar atento a sintomas.

Colaboração da população

A Semusa reforça que todas as ações seguem as diretrizes do Ministério da Saúde, mas destaca que a colaboração da população é essencial para evitar novos casos.

Em caso de dúvidas ou para informar a presença de animais com sintomas, a DCZADS disponibiliza os seguintes canais:
? (69) 98473-6712
? controledezoonosespvh@gmail.com

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