Europa e Japão recuam e manifestam apoio à abertura do Estreito de Ormuz

Em declaração conjunta, potências demonstram disposição para garantir navegação segura após bloqueio iraniano; decisão ocorre quatro dias após negativa que irritou Donald Trump.

Fonte: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil - 20

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Europa e Japão recuam e manifestam apoio à abertura do Estreito de Ormuz
© Reuters/Hamad I Mohammed/proibida reprodução

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  • França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão anunciaram disposição para colaborar na reabertura do Estreito de Ormuz.
  • A mudança ocorre após recusa de integrar coalizão dos EUA, em meio a bloqueio iraniano que afeta 20% do petróleo mundial e eleva preços.
  • O conflito se agrava com bombardeios israelenses e represálias iranianas, enquanto Teerã mantém o estreito fechado a EUA, Israel e aliados.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Os governos da França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão publicaram, nesta quinta-feira (19), uma declaração conjunta manifestando disposição para colaborar na abertura do Estreito de Ormuz. A passagem vital para o comércio global de energia foi fechada pelo Irã em resposta à ofensiva militar iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. No documento, as nações afirmam estar prontas para contribuir com os esforços necessários para garantir a navegação segura, saudando o planejamento preparatório já em curso.

A mudança de postura ocorre apenas quatro dias após esses mesmos países terem se negado a participar da coalizão liderada por Washington, o que gerou fortes críticas do presidente Donald Trump. O bloqueio do estreito, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, tem provocado instabilidade nos mercados financeiros e uma escalada acentuada no preço do barril. Na nota, os aliados condenam os recentes ataques iranianos contra infraestruturas civis e exigem a cessação imediata do lançamento de minas e drones na região.

O conflito no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade nesta quarta-feira (18), após Israel bombardear o campo de gás iraniano South Pars. Em represália, o governo de Teerã atacou instalações energéticas no Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Sob o novo comando de Mojtaba Khamenei, sucessor do aiatolá Ali Khamenei morto no início da ofensiva em Teerã, o Irã mantém a postura de que a passagem permanecerá fechada para os EUA, Israel e seus aliados diretos, aumentando as incertezas sobre a economia global.

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