FMI destaca resiliência da economia brasileira

Entidade internacional aponta capacidade de recuperação do país e projeta crescimento de 2,5% no médio prazo, apesar de riscos geopolíticos globais.

Fonte: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil - 20

Publicado em

FMI destaca resiliência da economia brasileira
© REUTERS/Yuri Gripas/Proibida reprodução

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, nesta segunda-feira (1º), uma nota elogiando a notável resiliência da economia do Brasil diante dos múltiplos choques internos e pressões externas enfrentados pelo país. De acordo com a análise, o Brasil encontra-se relativamente protegido dos aumentos globais de preços do petróleo em razão de sua condição de exportador e da alta participação de fontes renováveis na matriz elétrica.

Projeções e desafios

Os indicadores econômicos sinalizam uma recuperação no início de 2026, com a expectativa de que o crescimento alcance cerca de 2,5% no médio prazo. Apesar dessa avaliação, o FMI alertou para riscos internacionais, como a deterioração de tensões geopolíticas e o aperto nas condições financeiras globais.

A instituição reforçou que o país possui pilares de sustentação sólidos, incluindo um sistema financeiro robusto, reservas adequadas e um regime cambial flexível. Em relação à política monetária, o FMI considerou adequadas as recentes reduções de juros, mas recomendou cautela e flexibilidade futura devido às pressões inflacionárias decorrentes dos custos da energia.

Compromisso fiscal e crescimento

Para garantir a sustentabilidade da dívida pública e abrir espaço para investimentos, a entidade defende:

A continuidade do esforço fiscal e a preservação de receitas extraordinárias do petróleo.

A implementação de reformas estruturais e o avanço da agenda ambiental como motores de um crescimento mais forte e inclusivo.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou o reconhecimento do FMI e reafirmou a meta do governo de alcançar um crescimento anual sustentável de pelo menos 4%, impulsionado pelo aumento da produtividade. O ministro destacou que o diálogo com o Fundo apoia a gestão macroeconômica, mantendo o foco no equilíbrio da dívida, no controle da inflação e no fortalecimento de políticas sociais e ambientais.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS