Outubro Rosa: especialistas destacam a importância do apoio emocional no pós-tratamento do câncer de mama

Fim das terapias oncológicas costuma trazer novos desafios psicológicos, como o medo da recidiva, alterações na autoestima e a necessidade de suporte multidisciplinar contínuo.

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Outubro Rosa: especialistas destacam a importância do apoio emocional no pós-tratamento do câncer de mama
© Tomaz Silva/Agência Brasil

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As campanhas tradicionais do Outubro Rosa concentram esforços em orientar sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e os tratamentos contra o câncer de mama. No entanto, uma dimensão frequente ganha destaque apenas nos consultórios: o período que sucede o término das terapias, quando muitas mulheres passam a conviver com o temor de o tumor retornar.

Enquanto familiares e amigos celebram a remissão e esperam o retorno à normalidade, a paciente pode continuar enfrentando medos e inseguranças profundas. A psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira aponta que a rotina intensa de hospitais e consultas diminui bruscamente após o encerramento da quimioterapia e da radioterapia, dando lugar a uma fase repleta de incertezas.

Para a especialista, o suporte psicológico deve continuar ativo, respeitando o ritmo individual para reconstruir a confiança na vida. O medo da recidiva costuma se manifestar intensamente em exames de rotina ou diante de qualquer dor física, exigindo acolhimento contínuo para evitar o isolamento emocional da mulher.

O impacto físico também exige adaptações significativas na autoimagem, na sexualidade e na intimidade conjugal após cirurgias ou uso prolongado de medicações de suporte. A médica mastologista e radiologista Renata Reis Pinto, com atuação no Instituto Nacional de Câncer, reforça que a doença ainda carrega estigmas severos e exige uma abordagem multidisciplinar integrada.

Segundo a médica, o acompanhamento com assistentes sociais e profissionais da psico-oncologia é fundamental para amparar a paciente em questões familiares, laborais e no controle de quadros de ansiedade severa. A paciente Josiane Fernandes, diagnosticada em 2025, relata que o pânico persiste nas consultas de rotina mesmo após a conclusão dos procedimentos oncológicos.

Dados oficiais do Instituto Nacional de Câncer indicam que o tumor de mama representa 30% dos casos incidentes entre as mulheres no país. Para o triênio de 2026 a 2028, a estimativa oficial aponta cerca de 78.610 novos casos anuais, reforçando a relevância de ampliar o debate sobre a qualidade de vida e a saúde mental das sobreviventes.

FAQ

Quais são os principais desafios emocionais enfrentados pelas mulheres após o fim do tratamento contra o câncer de mama?
As pacientes frequentemente lidam com o medo da recidiva, a sensação de solidão após o afastamento da rede de apoio e inseguranças com a autoimagem.

Por que o acompanhamento multidisciplinar é considerado essencial durante e após a terapia oncológica?
A abordagem conjunta com psicólogos, assistentes sociais e mastologistas ajuda a paciente a lidar com questões sociais, emocionais e traumas do diagnóstico.

Qual é a projeção de novos casos da doença no Brasil para o triênio atual?
O Instituto Nacional de Câncer estima uma média de 78.610 novos casos da doença por ano no país entre 2026 e 2028.

 

Com informações de Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

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