Ministério da Saúde amplia cuidado especializado para doença renal crônica no SUS com novas ofertas integradas

Ações do programa Agora Tem Especialistas reorganizam consultas e exames com repasses maiores, visando evitar a progressão da enfermidade e otimizar transplantes renais.

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Ministério da Saúde amplia cuidado especializado para doença renal crônica no SUS com novas ofertas integradas
© Tomaz Silva/Agência Brasil

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O Ministério da Saúde ampliou e qualificou o cuidado especializado prestado a pessoas com doença renal crônica no âmbito do Sistema Único de Saúde, com a meta de assegurar assistência em tempo adequado, impedir o agravamento da condição e diminuir o volume de casos graves. Em nota oficial, a pasta comunicou a criação, por meio do programa Agora Tem Especialistas, de um modelo inédito de organização do atendimento que agrupa consultas, exames e procedimentos em pacotes integrados, cujos valores chegam a superar em 360% os montantes pagos anteriormente. Como exemplo, o custeio destinado à preparação para a hemodiálise saltou de R$ 940,22 para R$ 3.000,63.

O novo formato operacional se estruturou com base nas Ofertas de Cuidados Integrados, que compilaram em um único pacote terapêutico todos os acompanhamentos essenciais exigidos pelo paciente conforme o estágio da doença. Tais ofertas compreendem consultas com especialistas, exames laboratoriais e de imagem, suporte com equipes multiprofissionais e outras intervenções médicas. O ministério ressaltou que a medida procura diminuir o intervalo temporal entre as fases da assistência, assegurar seguimento contínuo e preparar tempestivamente os pacientes que necessitarem iniciar a terapia renal substitutiva.

Atualização de protocolo e incentivo ao transplante renal

Em paralelo à reorganização dos atendimentos, a pasta atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Anemia na Doença Renal Crônica, incorporando ao sistema público alternativas farmacológicas inovadoras, a exemplo da carboximaltose férrica e da derisomaltose férrica. O transplante renal também passa a compor de forma estrutural a linha de cuidado especializada, permitindo que a identificação e o encaminhamento de pacientes elegíveis ocorram precocemente, inclusive antes do início efetivo da diálise.

As diretrizes do Sistema Nacional de Transplantes estabelecem que indivíduos acometidos por doença renal crônica em estágio avançado recebam orientações sobre a viabilidade do procedimento cirúrgico e obtenham acesso imediato à avaliação médica especializada. Desse modo, o acompanhamento prévio à diálise viabiliza a preparação adequada e o direcionamento ágil dos pacientes que possuem indicação para o transplante de rins na rede pública.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o principal objetivo da nova organização do cuidado renal no SUS?
A iniciativa busca garantir assistência em tempo oportuno, evitar a progressão da doença renal crônica e reduzir o registro de ocorrências graves.

Como funcionam as Ofertas de Cuidados Integrados no programa?
Elas reúnem, em um único pacote, consultas especializadas, exames de imagem e laboratoriais, acompanhamento multiprofissional e procedimentos ajustados ao estágio do paciente.

O que muda no encaminhamento para o transplante renal?
O acompanhamento especializado passa a favorecer a identificação e o direcionamento precoce de pacientes com indicação para o procedimento, antes mesmo do início da diálise.

 

Com informações de Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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