SUS inclui teste imunoquímico fecal para rastreamento de câncer colorretal na rede pública

Exame para pesquisa de sangue oculto nas fezes passa a ser oferecido para homens e mulheres de 50 a 75 anos sem sintomas, com expectativa de ampliar o acesso à prevenção para mais de 40 milhões de brasileiros.

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SUS inclui teste imunoquímico fecal para rastreamento de câncer colorretal na rede pública
© Jo Panuwat D/ Adobe Stock

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O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a incluir a partir desta segunda-feira (10) o teste imunoquímico fecal (conhecido pela sigla FIT) na tabela oficial de procedimentos disponíveis aos pacientes da rede pública. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, determinando que o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes seja direcionado exclusivamente ao rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos que tenham entre 50 e 75 anos de idade.

De acordo com o Ministério da Saúde, o procedimento não deve ser utilizado para investigações diagnósticas em indivíduos que já apresentem sintomas ou suspeita clínica da doença. O protocolo foi anunciado em maio e integra os esforços para combater o tumor, apontado atualmente como o segundo tipo de câncer mais frequente no Brasil, excluindo os casos de pele não melanoma. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca) projetam 53.800 novos casos anuais no país para o triênio compreendido entre 2026 e 2028.

Vantagens e funcionamento do teste FIT

O FIT é um exame de fezes capaz de detectar microquantidades de sangue oculto, imperceptíveis a olho nu, que podem indicar o desenvolvimento de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer intestinal. Ao contrário de métodos mais antigos, o teste emprega anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que eleva a precisão dos resultados.

Entre as principais vantagens destacadas pela pasta estão a dispensa de preparo intestinal e de dietas restritivas antes da coleta, a necessidade de apenas uma amostra, o caráter menos invasivo e a facilidade de adesão pelo público-alvo. O paciente recebe um kit para realizar a coleta em casa e entrega o material para análise laboratorial; se houver detecção de sangue, o cidadão é encaminhado para exames complementares, a exemplo da colonoscopia, considerada o método padrão para visualização direta do cólon e remoção preventiva de pólipos.

Perguntas Frequentes

Para quem é indicado o teste FIT incluído no SUS?

O exame é destinado exclusivamente ao rastreamento bienal de câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos com idade entre 50 e 75 anos.

O teste FIT exige algum tipo de preparação especial pelo paciente?

Não. O procedimento não exige preparo intestinal nem restrições na dieta antes da realização da coleta da amostra.

Qual é a estimativa de novos casos de câncer colorretal no Brasil para o triênio atual?

Projeções do Inca indicam a ocorrência de 53.800 novos casos da doença a cada ano no período entre 2026 e 2028.

 

Com informações de Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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