Brasil registra queda de 30% nas mortes por malária em 2025 e atinge menor patamar em 47 anos

Ministério da Saúde aponta que introdução da tafenoquina no SUS e ampliação de diagnósticos reduziram óbitos e casos graves; país também reforça vacinação contra o sarampo após registros importados.

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Brasil registra queda de 30% nas mortes por malária em 2025 e atinge menor patamar em 47 anos
© Alex Pazuello/Secom

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O Brasil registrou uma redução de 30% nas mortes por malária em 2025, com os óbitos passando de 56 no ano anterior para 39 no período. Os dados oficiais, divulgados nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília, indicam também uma queda de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença.

No total, o país contabilizou 118.037 registros da enfermidade contraídos em território nacional, o que representa um recuo de 15% em comparação com 2024 e o menor patamar observado nos últimos 47 anos. Segundo a pasta, os resultados decorrem da ampliação do acesso a testes, diagnósticos precoces, tratamentos adequados e, sobretudo, da incorporação da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS).

Impacto da tafenoquina e atendimento a indígenas

Considerada um marco no tratamento da malária, a tafenoquina foi introduzida no SUS em 2023 para adultos e passou a contar com uma formulação pediátrica em março de 2026. O medicamento, administrado em dose única com ação prolongada, auxilia na prevenção de novas manifestações da doença. Até junho de 2026, mais de 33,7 mil pessoas haviam recebido o tratamento com o fármaco no país.

Os reflexos da estratégia foram expressivos em áreas vulneráveis, como terras indígenas e assentamentos rurais da região amazônica, que registraram quedas superiores a 40% nos casos. No território Yanomami, a aplicação do medicamento foi pioneira: entre janeiro e julho, os registros da doença caíram 55%, enquanto as recaídas recuaram 61,9% entre março e junho de 2026, acompanhadas por melhorias na recuperação nutricional da população local.

Ações contra o sarampo

Durante o evento, o ministro da Saúde também abordou o cenário de imunização contra o sarampo, destacando o reforço na vacinação em todo o país após a identificação de 38 casos importados em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. Os vírus identificados nesses episódios possuem cepas circulantes na América do Norte.

Apesar dos registros, o Brasil manteve o certificado de país livre de sarampo conquistado em 2024. Medidas específicas de vacinação foram adotadas em municípios como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, onde a campanha abrange pessoas de 6 meses a 59 anos de idade, independentemente da apresentação prévia da caderneta de vacinação, ultrapassando a marca de 70 mil doses aplicadas apenas na capital paulista.

Perguntas Frequentes

Qual foi a variação no número de mortes por malária no Brasil em 2025?

O país registrou queda de 30% nos óbitos pela doença, que passaram de 56 em 2024 para 39 no ano passado.

Qual é o papel da tafenoquina no combate à malária pelo SUS?

A tafenoquina é um medicamento de dose única com ação prolongada, incorporado para evitar novas manifestações e recaídas da doença, tendo beneficiado dezenas de milhares de pacientes desde sua adoção.

Como o Ministério da Saúde tem atuado diante dos casos importados de sarampo?

O governo federal reforçou a campanha de vacinação em todo o país e implementou estratégias de imunização abrangentes em cidades como São Paulo e Grande São Paulo para conter a circulação do vírus.

 

Com informações de Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

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