Anvisa aprova registro de novo medicamento para tratamento de câncer linfático agressivo no Brasil

Remédio desenvolvido pelo laboratório Roche é indicado para pacientes adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Anvisa aprova registro de novo medicamento para tratamento de câncer linfático agressivo no Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, no Diário Oficial da União, o registro oficial do medicamento Columvi, cujo princípio ativo é o glofitamabe, desenvolvido pelo laboratório farmacêutico Roche. O produto biológico é indicado para o tratamento de um tipo específico de câncer que acomete o sistema linfático, responsável pela defesa imunológica do corpo humano.

Indicação e inovação terapêutica
O Columvi deve ser administrado em combinação com os quimioterápicos gencitabina e oxaliplatina, sendo recomendado para pacientes adultos diagnosticados com linfoma difuso de grandes células B não especificado que apresentam quadro recidivante, quando o tumor retorna após a remissão, ou refratário, quando deixam de responder aos tratamentos iniciais. A indicação também contempla pacientes que não possuem condições clínicas elegíveis para a realização do transplante autólogo de células-tronco.

Em nota oficial, a agência reguladora destacou que a aprovação amplia de forma significativa as alternativas terapêuticas para quem enfrenta esse tipo agressivo de neoplasia. O registro representa uma inovação relevante na área de oncologia hematológica por introduzir no país um anticorpo biespecífico com capacidade de redirecionar o próprio sistema imune do paciente para combater as células tumorais.

Perfil da doença e eficácia
O linfoma difuso de grandes células B é classificado como um câncer hematológico agressivo e de crescimento rápido, sendo o subtipo mais comum entre os linfomas não Hodgkin de comportamento acelerado. A patologia exige intervenções rápidas e eficazes, sobretudo nos casos em que as opções tradicionais de controle ou cura tornam-se limitadas. No Brasil, estimativas do setor apontam que cerca de quatro mil pessoas recebam o diagnóstico dessa enfermidade a cada ano.

O tratamento com o glofitamabe é aplicado por via intravenosa, dispensando a necessidade de internação hospitalar, e possui duração fixa de aproximadamente oito meses e meio, divididos em doze ciclos protocolares. Dados de um estudo clínico global publicado na revista científica The Lancet apontaram redução de quarenta e um por cento no risco de morte em comparação aos protocolos tradicionais, além de remissão completa em mais de cinquenta por cento dos participantes submetidos à nova terapia.

Perguntas frequentes

Qual medicamento teve o registro publicado pela Anvisa nesta segunda-feira?

A agência aprovou o registro do Columvi, tendo como princípio ativo o glofitamabe, produzido pelo laboratório Roche.

Para quem o novo tratamento é especificamente indicado?

O remédio é voltado para adultos com linfoma difuso de grandes células B recidivante ou refratário sem elegibilidade para transplante.

Como é realizada a administração do medicamento nos pacientes?

O tratamento é feito por via intravenosa, sem necessidade de internação, em um protocolo de doze ciclos que dura cerca de oito meses e meio.

Qual é a estimativa de novos casos da doença no Brasil anualmente?

Aproximadamente quatro mil pessoas recebem o diagnóstico desse tipo de linfoma agressivo por ano no país.

 

Com informações de Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

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