Casos de vírus sincicial respiratório recuam em crianças no Brasil

Boletim da Fiocruz aponta queda nas hospitalizações por VSR, mas alerta para incidência elevada de Síndrome Respiratória Aguda Grave em cinco estados.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Casos de vírus sincicial respiratório recuam em crianças no Brasil
© Tomaz Silva/Agência Brasil

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Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável por quadros de bronquiolite em crianças com até dois anos, apresentam tendência de queda em grande parte do território brasileiro. A informação consta no Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A redução nas internações por VSR tem sido o fator determinante para a diminuição dos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre os pacientes de até quatro anos.

Alerta em unidades da federação

Apesar da melhora no cenário nacional, o monitoramento indica que cinco das 27 unidades da federação seguem com sinais de crescimento na tendência de longo prazo para SRAG, situando-se em níveis de alerta ou alto risco. Os estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul exigem maior atenção das autoridades de saúde diante desse cenário de incidência elevada.

Impacto por faixa etária

O estudo detalha que o perfil da SRAG varia conforme a idade. Enquanto nas crianças pequenas o VSR é o protagonista, entre jovens, adultos e idosos, a redução recente nas hospitalizações está ligada à queda dos casos de influenza A. Já no grupo de cinco a 14 anos, a melhora é atribuída à diminuição de casos graves provocados por rinovírus. A mortalidade, por sua vez, permanece concentrada na população com 65 anos ou mais, tendo o vírus influenza A como principal causa entre os idosos.

Recomendações e panorama de 2026

A Fiocruz reforça a importância das medidas preventivas: higienização constante das mãos, etiqueta respiratória ao tossir ou espirrar e o uso de máscaras caso o isolamento não seja possível diante de sintomas gripais. A entidade destaca que a manutenção do esquema vacinal, especialmente contra a gripe, é a estratégia mais eficaz para evitar óbitos entre a população idosa.

Até o momento, em 2026, o Brasil contabilizou 115.203 casos de SRAG. Dentre os resultados laboratoriais positivos, o VSR lidera as notificações (40,2%), seguido por rinovírus (30,2%), influenza A (20,8%), Sars-CoV-2 (4,5%) e influenza B (4,5%).

Perguntas frequentes

O que tem impulsionado a queda de casos de SRAG em crianças pequenas?

A redução das hospitalizações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em boa parte do país.

Quais estados estão em nível de alerta ou alto risco para SRAG?

Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Qual a principal causa de mortalidade por SRAG entre idosos?

A mortalidade nessa faixa etária está associada principalmente ao vírus influenza A, para o qual existem vacinas disponíveis no SUS.

Quais as principais recomendações sanitárias contra vírus respiratórios?

Lavar as mãos, cobrir o nariz e boca ao tossir, isolar-se com sintomas e manter a vacinação em dia.

 

Com informações de Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

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