SUS retoma segundo reforço da vacina contra poliomielite

A partir de agosto, crianças de 4 anos deverão receber dose adicional; esquema vacinal será feito exclusivamente com imunizante injetável.

Fonte: Tâmara Freire - Repórter da Agência Brasil - 20

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SUS retoma segundo reforço da vacina contra poliomielite
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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O Ministério da Saúde anunciou uma atualização no calendário nacional de imunização contra a poliomielite. A partir do dia 3 de agosto, todas as crianças de 4 anos passarão a receber uma nova dose de reforço. Com a medida, o Brasil retoma o esquema de dois reforços que vigorava até 2024, mas desta vez utilizando exclusivamente a vacina inativada (injetável), eliminando o uso da vacina oral (conhecida como “gotinha”).

Novo esquema vacinal

A alteração visa aumentar a segurança e a eficácia da proteção contra a doença. O cronograma, que conta com cinco doses no total, passa a ser composto da seguinte forma:

Proteção básica: Três doses aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de vida;

Reforços: Duas doses complementares, aos 15 meses e aos 4 anos de idade.

A pasta orienta que pais e responsáveis levem as crianças menores de 5 anos aos postos de saúde para verificar a situação vacinal. Caso o esquema de cinco doses não tenha sido completado, a atualização deve ser realizada imediatamente.

Prevenção e controle

A decisão foi tomada após recomendação da Câmara Técnica Assessora em Imunizações. Isabela Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca que o reforço adicional é essencial devido à queda da proteção com o passar do tempo. Segundo a especialista, o padrão de dois reforços segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é fundamental para blindar o país contra surtos importados de outras regiões do mundo.

Embora o Brasil não registre casos de poliomielite há 37 anos, alcançando a certificação de área livre do vírus em 1994, a vacinação permanece como a única estratégia eficaz contra a doença, que pode causar paralisia permanente e morte. A faixa etária de menores de 5 anos é o foco principal por apresentar maior risco de quadros graves, mas o alerta da SBIm reforça que a imunização é um compromisso contínuo para manter a erradicação do vírus em território nacional.

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