Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido

Relatório aponta que um em cada quatro brasileiros ignora a possibilidade de prevenir a doença, destacando lacunas em informações sobre hábitos diários.

Fonte: Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil - 20

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Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido
© Paulo Pinto/Agência Brasil

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Um em cada quatro brasileiros desconhece que o câncer é uma doença que pode ser prevenida, segundo o relatório Mais Dados Mais Saúde, divulgado nesta quarta-feira (3). O estudo, que entrevistou 6,5 mil pessoas em todo o país, investigou a percepção da população sobre fatores de risco como tabagismo, bebidas alcoólicas, sedentarismo e consumo de ultraprocessados. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 781 mil novos casos da doença por ano no triênio 2026/2028, um aumento de 10,9% motivado pelo envelhecimento da população e hábitos de vida.

Percepção de riscos

Embora o cigarro seja amplamente reconhecido como perigoso por 90,5% dos entrevistados, outros fatores de risco ainda são pouco compreendidos. O sedentarismo, por exemplo, é visto como fator de risco por apenas 48,3% dos brasileiros, enquanto a carne vermelha é reconhecida por menos de 30% da população. O estudo também revela que 40% das pessoas não sabem que o aleitamento materno é um fator de proteção contra o câncer de mama.

Comportamento e desigualdade

O relatório aponta que jovens de até 24 anos apresentam maior resistência à mudança de hábitos, sendo os que mais consomem ultraprocessados e carne vermelha sem intenção de reduzir. O conhecimento sobre prevenção também varia conforme a renda: pessoas que recebem até 2 mil reais possuem menos informação sobre os riscos do sedentarismo do que aquelas com renda superior a 10 mil reais. Além disso, a adesão a estratégias de controle de peso é significativamente menor entre a população de baixa renda.

Para o Inca, a disparidade na percepção de risco reforça a necessidade de ampliar políticas públicas e campanhas informativas, similares às que foram eficazes no combate ao tabagismo. A instituição defende que a promoção de escolhas saudáveis depende de ações que facilitem o acesso a alimentos adequados e ambientes seguros para a prática de atividades físicas.

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