Fiocruz e Panamá assinam acordo para produção de vacinas

Parceria firmada em memorando de entendimento visa fortalecer a capacidade de pesquisa e desenvolvimento de imunobiológicos na região.

Fonte: Agência Brasil - 20

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Fiocruz e Panamá assinam acordo para produção de vacinas
Rodrigo Méxas/Fiocruz

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o governo do Panamá assinaram um memorando de entendimento com o objetivo de impulsionar a cooperação científica e tecnológica. A parceria, oficializada na sexta-feira, 12 de setembro de 2025, foi firmada durante a inauguração do novo Centro Regional de Inovação em Vacinas e Biofármacos panamenho (CRIVB AIP).

O documento é resultado direto de um encontro em agosto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Panamá, José Raúl Mulino. Na ocasião, Lula destacou que a Fiocruz contribuiria para o estabelecimento de um polo farmacêutico regional, ampliando a capacidade panamenha de produção.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, ressaltou que o acordo consolida o compromisso da instituição em fortalecer os sistemas de saúde na América Latina e no Caribe, promovendo a integração científica e a autonomia sanitária dos países.

Fortalecendo a saúde na América Latina

O CRIVB AIP é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação do Panamá. A meta é posicionar o país como um polo regional de saúde, com atuação em pesquisa, desenvolvimento clínico, produção de imunobiológicos e formação de profissionais. A estrutura conta com uma planta de produção de vacinas e laboratórios.

Ricardo de Godoi, vice-diretor de Inovação de Bio-Manguinhos/Fiocruz, expressou a esperança de avançar em projetos de grande impacto para a saúde pública regional, reforçando o trabalho em prol da equidade no acesso a vacinas e biofármacos.

Papel estratégico do Panamá

A parceria com o novo centro no Panamá tem como objetivo ampliar a presença estratégica da Fiocruz na América Latina e fortalecer a soberania da região. A localização geográfica e a infraestrutura logística do país podem garantir uma distribuição mais rápida de vacinas, o que fortalece o acesso equitativo e a resposta a emergências de saúde em toda a América Latina.

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