Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA e democratas criticam concessão de vistos a Flávio Bolsonaro

Parlamentares de oposição ao governo Donald Trump comparam acolhimento do senador brasileiro à rígida política migratória norte-americana e cobram explicações sobre proteção a investigados.

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Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA e democratas criticam concessão de vistos a Flávio Bolsonaro
Kevin Lamarque/Reuters

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  • O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, controlado pelos democratas, criticou duramente a decisão do governo Donald Trump de conceder vistos e entrada ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família.
  • Congressistas democratas, como Joaquin Castro e o candidato Isaiah Martin, contestaram a permanência do senador nos EUA, alegando descumprimento de decisões da Justiça brasileira e uso indevido de recursos públicos para proteger um político investigado.
  • Donald Trump defendeu publicamente a acolhida da família Bolsonaro na Flórida e voltou a questionar, sem provas, o processo eleitoral brasileiro, em meio ao clima tenso antes das midterms de 3 de novembro de 2026.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, controlado pelo Partido Democrata, emitiu duras críticas à decisão do governo do presidente Donald Trump de autorizar a concessão de vistos e entrada no país para o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus familiares. A manifestação ocorre no contexto das eleições legislativas de meio de mandato (midterms) nos EUA, agendadas para a próxima semana, em 3 de novembro de 2026.

Em publicação oficial nas redes sociais, o comitê questionou o tratamento dispensado ao parlamentar brasileiro em comparação com o rigor adotado contra refugiados de países em conflito: “Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, diz o comunicado do grupo parlamentar.

Diversos congressistas democratas se posicionaram contra a permanência do parlamentar no país. O deputado Joaquin Castro afirmou que “perder uma eleição não é motivo para pedir asilo” e cobrou explicações formais do governo norte-americano ao Congresso sobre a facilitação para a saída do senador do Brasil em descumprimento de decisões da Justiça brasileira. Já o candidato democrata Isaiah Martin classificou o acolhimento como um uso indevido de recursos públicos para custear a proteção de um político sob investigação por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.

Por outro lado, o presidente Donald Trump reiterou publicamente seu apoio à acolhida da família Bolsonaro na Flórida. Ao ser questionado na Base Aérea de Andrews, Trump afirmou considerar os membros da família “boas pessoas” e voltou a tecer críticas sem provas ao processo eleitoral brasileiro realizado no último domingo, dia 25 de outubro. Flávio e seus familiares desembarcaram em Miami na manhã desta quarta-feira, dia 28, após realizarem travessia terrestre pela Argentina e voo privado com escala no Equador.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que declarou o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA sobre o caso?
O comitê criticou a concessão de vistos ao senador e comparou a medida à rejeição de asilo a refugiados que fogem de conflitos armados no Sudão e no Haiti.

Qual foi a posição expressa pelo presidente norte-americano Donald Trump?
Trump declarou que aprova a ida do senador aos EUA, elogiou a família Bolsonaro e fez questionamentos sem provas sobre as eleições brasileiras.

Por que as críticas surgem em um momento de alta tensão política nos Estados Unidos?
As manifestações ocorrem às vésperas das eleições de meio de mandato (midterms), marcadas para 3 de novembro de 2026, que definirão o controle da Câmara e do Senado americano.

Quais argumentos foram utilizados por congressistas democratas contra a estada do senador nos EUA?
Os parlamentares alegaram que derrota eleitoral não justifica asilo diplomático e apontaram que o senador descumpriu ordens do STF para a entrega de passaportes.

 

Com informações de g1

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