Nordeste mantém força do PT; Sudeste reduz diferença

Comparação dos segundos turnos de 2018, 2022 e 2026 mostra estabilidade do voto petista no Nordeste e disputa mais equilibrada no maior colégio eleitoral do país.

Fonte: News Rondônia

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Nordeste mantém força do PT; Sudeste reduz diferença

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  • Entre 2018, 2022 e 2026, o PT manteve cerca de 69% dos votos válidos no Nordeste, ampliando sua vantagem absoluta de 11,4 milhões para 13,6 milhões de votos.
  • No Sudeste, a participação petista subiu de 34,63% para 47,24%, reduzindo a vantagem dos candidatos do campo bolsonarista em cerca de 10,53 milhões de votos entre 2018 e 2026.
  • Em 2026, Lula venceu em Minas Gerais por 109.313 votos e, somando Nordeste e Sudeste, obteve saldo de 10.846.926 votos, evidenciando o peso estratégico das duas regiões na eleição presidencial.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Os resultados das eleições presidenciais de 2018, 2022 e 2026 mostram dois movimentos importantes: a manutenção de uma votação expressiva do Partido dos Trabalhadores (PT) no Nordeste e a redução da vantagem dos candidatos do campo bolsonarista no Sudeste.

Enquanto o Nordeste manteve aproximadamente 69% dos votos válidos para os candidatos petistas, o Sudeste registrou uma aproximação entre os adversários. A comparação ajuda a compreender o peso dessas regiões, embora o resultado nacional dependa da soma dos votos de todo o país e do exterior.

Nordeste: votação estável e vantagem crescente

Com nove estados, o Nordeste reúne 43.529.845 eleitores aptos em 2026, o equivalente a 27,42% do eleitorado brasileiro, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em 2018, Fernando Haddad enfrentou Jair Bolsonaro, então candidato pelo PSL. Em 2022, Lula disputou a Presidência contra Bolsonaro, candidato pelo PL. Em 2026, o adversário do petista foi Flávio Bolsonaro, também do PL.

Nos três segundos turnos, a votação proporcional do PT no Nordeste permaneceu próxima de 69%.

Ano Candidato do PT Votos Percentual Adversário Votos Percentual
2018 Fernando Haddad 20.289.812 69,69% Jair Bolsonaro (PSL) 8.824.454 30,31%
2022 Lula 22.534.967 69,34% Jair Bolsonaro (PL) 9.962.947 30,66%
2026 Lula 24.450.432 69,37% Flávio Bolsonaro (PL) 10.796.736 30,63%

Fontes: compilação histórica de 2018, levantamento do UOL sobre 2022 e apuração de 2026 publicada pelo UOL, com dados atribuídos ao TSE.

A vantagem petista passou de 11.465.358 votos em 2018 para 12.572.020 em 2022 e 13.653.696 em 2026. O crescimento acumulado foi de aproximadamente 2,19 milhões de votos.

A estabilidade percentual, portanto, conviveu com o aumento da diferença absoluta entre os candidatos.

Vantagem regional não garante vitória nacional

A força do PT no Nordeste não significa que todos os eleitores da região tenham a mesma posição política. Os resultados agregados reúnem realidades distintas entre estados, municípios e grupos sociais.

Também não é possível concluir, apenas pela contagem dos votos, quais fatores determinaram a escolha dos eleitores. Explicações sobre identificação com candidatos, avaliação de políticas sociais ou condições econômicas precisam ser sustentadas por pesquisas e análises específicas.

Há ainda uma distinção importante: em 2018, a vantagem de Haddad no Nordeste não foi suficiente para compensar o desempenho de Bolsonaro nas demais regiões. Naquele ano, Bolsonaro venceu em quatro das cinco regiões brasileiras.

Sudeste: maior eleitorado e disputa mais próxima

Formado por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o Sudeste concentra 66.329.375 eleitores aptos em 2026. São aproximadamente 41,78% do eleitorado nacional — mais de quatro em cada dez eleitores brasileiros —, segundo o TSE.

A comparação dos três segundos turnos mostra uma redução expressiva da vantagem dos candidatos do campo bolsonarista.

Ano Candidato do PT Votos Percentual Adversário Votos Percentual
2018 Fernando Haddad 15.016.238 34,63% Jair Bolsonaro (PSL) 28.351.800 65,37%
2022 Lula 22.793.826 45,74% Jair Bolsonaro (PL) 27.043.936 54,26%
2026 Lula 24.037.731 47,24% Flávio Bolsonaro (PL) 26.844.501 52,76%

Fontes: compilação histórica de 2018, levantamento do UOL sobre 2022 e apuração de 2026 publicada pelo UOL, com dados do TSE.

Em 2018, Bolsonaro abriu 13.335.562 votos de vantagem no Sudeste. Em 2022, a diferença caiu para 4.250.110 votos. Em 2026, Flávio venceu na região por 2.806.770 votos.

Ao longo do período, a vantagem diminuiu cerca de 10,53 milhões de votos. Já a participação petista passou de 34,63% para 47,24%, crescimento de 12,61 pontos percentuais.

O resultado mostra uma disputa regional mais equilibrada, sem significar que o PT tenha conquistado a maioria dos votos no Sudeste.

Minas Gerais: diferença de 109 mil votos

Em Minas Gerais, Lula venceu o segundo turno de 2026 por uma margem estreita:

Candidato Votos Percentual
Lula (PT) 6.351.099 50,43%
Flávio Bolsonaro (PL) 6.241.786 49,57%

A diferença foi de 109.313 votos, conforme a apuração estadual publicada pelo UOL, com dados da Justiça Eleitoral. O resultado também foi confirmado pela CNN Brasil.

A vantagem mineira contribuiu para reduzir o saldo favorável a Flávio no Sudeste. O resultado de um único estado, entretanto, não determina automaticamente o vencedor nacional.

O peso das duas regiões em 2026

A vantagem de Lula no Nordeste foi de 13.653.696 votos, enquanto Flávio abriu 2.806.770 votos no Sudeste. A primeira diferença foi aproximadamente 4,86 vezes a segunda.

Consideradas apenas essas duas regiões, o saldo foi de 10.846.926 votos a favor de Lula. Esse cálculo dimensiona o peso do Nordeste na disputa, mas não substitui a análise das demais regiões e dos votos registrados no exterior.

O que a comparação revela

Os resultados apontam estabilidade da votação proporcional petista no Nordeste e maior competitividade do partido no Sudeste. Também mostram que o tamanho do eleitorado, isoladamente, não define uma eleição: comparecimento, votos válidos e margem entre os candidatos precisam ser considerados.

A eleição presidencial é decidida pela soma dos votos, não pelo número de estados ou regiões conquistados. Por isso, uma vantagem expressiva em determinada região pode compensar diferenças favoráveis ao adversário em outras — como ocorreu com Lula em 2022, quando o saldo nordestino superou as desvantagens nas demais regiões.

O Nordeste permanece estratégico para o PT, enquanto o Sudeste, pelo tamanho de seu eleitorado e pela redução das diferenças observadas, continua fundamental para qualquer candidatura à Presidência.

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