Deputados pedem cassação de Fabiana Bolsonaro por prática de blackface na Alesp

Parlamentar do PL utilizou tinta para escurecer a pele durante discurso contra a eleição de Erika Hilton para a Comissão da Mulher; PSOL aciona Conselho de Ética e Ministério Público.

Fonte: Agência Brasil - 20

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Deputados pedem cassação de Fabiana Bolsonaro por prática de blackface na Alesp
© Reprodução/TV Alesp

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  • Parlamentares da Alesp protocolaram pedido de cassação contra Fabiana Bolsonaro por blackface e falas transfóbicas em sessão de 18/09.
  • Fabiana pintou rosto e braços de marrom ao criticar a presidência de Erika Hilton na Comissão da Mulher e nega prática de racismo.
  • Mônica Seixas e Luana Alves registraram boletim na Decradi, enquanto a eleição de Erika Hilton gera debates sobre representatividade.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) vive um cenário de forte tensão após um grupo de parlamentares protocolar, nesta quinta-feira (19), um pedido de cassação contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL). A representação no Conselho de Ética acusa a parlamentar de praticar blackface (uso de maquiagem para caricaturar pessoas negras) e proferir discursos transfóbicos durante a sessão de quarta-feira (18), quando ela criticou a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) para a presidência da Comissão da Mulher da Câmara.

Durante sua fala na tribuna, Fabiana Bolsonaro pintou o rosto e os braços de marrom para questionar a legitimidade de Hilton, que é uma mulher trans, à frente da comissão. “Estou pintada de negra por fora. Por que então eu não posso presidir a comissão sobre racismo?”, declarou a deputada na ocasião. Além do processo administrativo na Alesp, a deputada Mônica Seixas e a vereadora Luana Alves (ambas do PSOL) registraram boletim de ocorrência na Delegacia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Defesa e Repercussão

Em nota oficial e publicações nas redes sociais, Fabiana Bolsonaro negou a prática de racismo, afirmando que sua atitude foi uma “analogia” para debater o que chama de representatividade biológica. “Assim como eu não me torno negra só porque pintei a pele, ninguém que não nasceu mulher pode representar com legitimidade as dores biológicas”, defendeu-se. Erika Hilton, por sua vez, tornou-se a primeira mulher trans a presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na história da Câmara dos Deputados, fato que tem gerado intensos debates no ambiente político.

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