Presidente da Bolívia relaciona ataques ao governo às prisões de Sebastián Marset e Róger Mariaca

País vizinho de Rondônia, a Bolívia enfrenta uma crise envolvendo narcotráfico, suspeitas de corrupção no Ministério Público e operações contra lideranças criminosas. Rodrigo Paz afirma que a intensificação das críticas ao governo pode ser uma reação às prisões de figuras apontadas como integrantes de redes criminosas.

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Presidente da Bolívia relaciona ataques ao governo às prisões de Sebastián Marset e Róger Mariaca

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  • O presidente boliviano Rodrigo Paz Pereira atribui parte das críticas e ataques ao seu governo às operações contra o narcotráfico, que atingiram estruturas do crime organizado na Bolívia.
  • Entre os alvos dessas operações estão o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, o ex-fiscal-geral Róger Mariaca e o brasileiro Engri Júnior de Almeida Maia, conhecido como Júnior Trindade, todos investigados por vínculos com organizações criminosas.
  • A crise tem relevância para o Brasil, especialmente para Rondônia, devido à fronteira comum e às rotas transfronteiriças usadas pelo crime, enquanto seguem em curso investigações sobre possíveis relações entre agentes públicos bolivianos e o narcotráfico.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Bolívia, país que faz fronteira com o Brasil e mantém ligação territorial direta com Rondônia, está no centro de uma ofensiva contra o narcotráfico que alcançou nomes de destaque no cenário político, policial e judicial. O território boliviano faz fronteira com três estados brasileiros: Rondônia, Acre e Mato Grosso. Do lado boliviano, os departamentos de Beni, Pando e Santa Cruz integram a região de fronteira que tem importância estratégica para a segurança brasileira, especialmente no combate ao tráfico internacional de drogas.

Nesse cenário, o presidente boliviano, Rodrigo Paz Pereira, atribuiu a intensificação dos ataques e das críticas contra seu governo às operações que resultaram na captura do narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, na prisão do ex-fiscal-geral Róger Mariaca e na detenção de um criminoso brasileiro apontado como liderança ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo reportagem publicada pelo jornal boliviano El Deber na quarta-feira (28), Paz levantou a hipótese de que as críticas e campanhas de descrédito contra sua administração estejam relacionadas aos golpes desferidos contra estruturas do crime organizado que operavam no país. “Será que todo esse ataque está respondendo a isso?”, questionou o presidente, ao mencionar as detenções durante um ato realizado em San Buenaventura, no qual apresentou a Estratégia Amazônia Bolívia.

Presidente da Bolívia relaciona ataques ao governo às prisões de Sebastián Marset e Róger Mariaca

Prisões colocam governo e Ministério Público sob pressão

Entre os casos citados pelo presidente está o de Sebastián Marset, capturado em 13 de março de 2026, durante uma operação policial em Santa Cruz de la Sierra. Após a prisão, o uruguaio foi enviado aos Estados Unidos.

Outro episódio envolve Róger Mariaca, então fiscal-geral do Estado boliviano, preso no fim de setembro no aeroporto internacional de Viru Viru, em Santa Cruz. Ele é investigado sob suspeita de liderar uma organização criminosa que teria favorecido atividades ligadas ao narcotráfico. As acusações ainda dependem da apuração judicial e não representam, por si só, uma condenação.

O presidente também mencionou a detenção de Engri Júnior de Almeida Maia, conhecido como Júnior Trindade, apontado pelas autoridades como fundador e chefe da facção criminosa Amigos do Estado (ADE), ligada ao Terceiro Comando de Goiás e com vínculos atribuídos ao PCC. Ele foi preso em 25 de outubro, após um confronto armado, e permanecia internado em um hospital, conforme a reportagem.

Para Paz, a sequência de operações contra essas figuras pode explicar parte da reação enfrentada pelo governo. O mandatário afirmou que as ações atingiram estruturas consideradas importantes no cenário do crime organizado e defendeu a continuidade do combate ao narcotráfico.

Presidente defende reforma do Ministério Público

Durante o pronunciamento, Rodrigo Paz também criticou duramente o Ministério Público boliviano, que descreveu como uma instituição marcada pela corrupção e pela presença de pessoas supostamente ligadas ao narcotráfico. O presidente defendeu mudanças na estrutura da instituição e afirmou que o país precisa fortalecer a aplicação da Justiça.

As investigações envolvendo Mariaca e outros agentes públicos ampliaram a pressão sobre o sistema judicial boliviano. O caso ganhou repercussão após denúncias e materiais audiovisuais atribuídos a Marset levantarem suspeitas sobre possíveis relações entre integrantes do aparato estatal e o narcotráfico.

As autoridades bolivianas sustentam que as operações buscam desmontar redes criminosas e apurar possíveis mecanismos de proteção institucional. A extensão das responsabilidades individuais, porém, deverá ser estabelecida no decorrer das investigações e dos processos judiciais.

Presidente da Bolívia relaciona ataques ao governo às prisões de Sebastián Marset e Róger Mariaca

Fronteira com Rondônia amplia importância do caso

A crise boliviana tem relevância direta para o Brasil por causa da proximidade geográfica e das rotas transfronteiriças utilizadas pelo crime organizado. Rondônia compartilha fronteira com a Bolívia, especialmente na região de Guajará-Mirim e áreas próximas, o que torna a cooperação entre os dois países um componente importante das estratégias de segurança pública.

Embora as prisões mencionadas pelo presidente tenham ocorrido em território boliviano, os desdobramentos da ofensiva contra o narcotráfico interessam às autoridades brasileiras diante da atuação de organizações criminosas em diferentes países da América do Sul.

Ao relacionar os ataques contra seu governo às operações policiais, Rodrigo Paz tenta enquadrar as críticas à sua administração no contexto da resistência de grupos atingidos pelas ações de segurança. A hipótese foi apresentada pelo próprio presidente e, até o momento, não deve ser confundida com uma comprovação de que todas as críticas recebidas pelo governo sejam coordenadas por organizações criminosas.

A evolução dos casos deverá indicar se as operações resultarão no desmantelamento das redes investigadas e em responsabilizações judiciais, além de revelar o alcance de eventuais vínculos entre criminosos e agentes públicos na Bolívia.  Com informações de EL Deber.

FAQ: entenda o caso na Bolívia

O que Rodrigo Paz afirmou sobre as críticas ao governo?

O presidente levantou a hipótese de que parte dos ataques e das críticas à sua administração esteja relacionada às operações contra suspeitos de integrar redes criminosas. Ele não apresentou, na declaração reproduzida, comprovação de que todas as críticas tenham essa origem.

Quem são as figuras citadas nas operações?

Os casos mencionados envolvem Sebastián Marset, narcotraficante uruguaio capturado em março de 2026; Róger Mariaca, ex-fiscal-geral investigado sob suspeita de envolvimento com uma organização criminosa; e o brasileiro Engri Júnior de Almeida Maia, conhecido como Júnior Trindade, apontado pelas autoridades como liderança de uma facção.

Por que o caso tem importância para Rondônia?

Rondônia faz fronteira com a Bolívia, e a atuação de organizações criminosas em diferentes países torna a cooperação fronteiriça relevante para a segurança pública e o combate ao tráfico internacional de drogas.

As suspeitas contra Mariaca já foram comprovadas judicialmente?

Não há essa confirmação no material fornecido. Mariaca é descrito como investigado, e as acusações precisam ser apuradas pelas autoridades competentes. Investigação e prisão não significam, por si só, condenação.

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