Cinco ecorregiões de recifes de corais no Brasil são classificadas em perigo crítico de colapso

Avaliação inédita lançada pela UICN na COP17 aponta que aquecimento dos oceanos e pressões humanas ameaçam áreas como Abrolhos e Fernando de Noronha.

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Cinco ecorregiões de recifes de corais no Brasil são classificadas em perigo crítico de colapso
© Fernando Frazão/Agência Brasil

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  • Cinco das oito ecorregiões de recifes de corais brasileiras avaliadas pela UICN foram classificadas como Criticamente em Perigo (CR) na Lista Vermelha de Ecossistemas.
  • O relatório global, apresentado na COP17 em Yerevan, na Armênia, considerou transformações ambientais dos últimos 50 anos e projeções de estresse térmico para as próximas cinco décadas com base em cenários do IPCC.
  • Ondas de calor marinhas, aquecimento global e pressões locais como pesca predatória, turismo desordenado, poluição, navegação, exploração de petróleo e espécies invasoras são apontados como principais causas da degradação, motivando alerta para políticas de preservação e corte de emissões de carbono.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Cinco ecorregiões de recifes de corais localizadas no litoral brasileiro foram classificadas no nível Criticamente em Perigo (CR) pela Lista Vermelha de Ecossistemas. O diagnóstico inédito foi apresentado durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), em Yerevan, na Armênia. A avaliação global foi conduzida pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e mapeou 127 ecorregiões em mais de 80 países.

No Brasil, das oito ecorregiões analisadas, cinco atingiram o grau máximo de risco: Parrachos, Atol das Rocas e Fernando de Noronha, Costa dos Corais, Baía de Todos os Santos e Baixo Sul, e Abrolhos. Outras três áreas Parcel de Manuel Luís, Costa Semiárida e Queimada Grande registraram dados insuficientes para a atribuição de um índice geral, o que, segundo especialistas do WWF-Brasil, reforça a urgência em ampliar pesquisas nessas regiões.

O estudo considerou o histórico de transformações ambientais dos últimos 50 anos e traçou projeções de estresse térmico para as próximas cinco décadas, utilizando cenários do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Ondas de calor marinhas, que provocaram branqueamento e mortandade severa de corais em 2019, 2020 e 2024, figuram como a principal ameaça aos ecossistemas do país.

Além do aquecimento global, a degradação é acelerada por pressões locais, como a pesca predatória, turismo desordenado, poluição costeira, navegação, exploração de petróleo e a proliferação de espécies exóticas invasoras, a exemplo do peixe-leão e do coral-sol. A classificação serve como alerta para a implementação de políticas públicas de preservação e metas de corte de emissões de carbono.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Quais ecorregiões de corais brasileiras foram classificadas como criticamente em perigo?
As áreas sob alerta crítico são Parrachos, Atol das Rocas e Fernando de Noronha, Costa dos Corais, Baía de Todos os Santos e Baixo Sul, e Abrolhos.

O que significa a classificação Criticamente em Perigo (CR) dada pela UICN?
A categoria indica alto risco de colapso do ecossistema no curto e médio prazo caso não sejam adotadas medidas urgentes de conservação.

Quais foram os principais fatores apontados como causa da degradação dos recifes no Brasil?
O estresse térmico provocado pelo aquecimento dos oceanos, associado a sobrepesca, poluição, mineração e invasão de espécies exóticas.

Onde e em qual evento o relatório global sobre os recifes de corais foi divulgado?
O estudo foi apresentado na COP17 da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada em Yerevan, na Armênia.

 

Com informações de Fabíola Sinimbú – repórter da Agência Brasil

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