Com sonoridade mineira e identidade rondoniense, Musical Canto Para Todos abre temporada de apresentações

Espetáculo reuniu música, memória e cultura em uma viagem das montanhas de Minas Gerais aos rios e à floresta de Rondônia.

Fonte: MPRO

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Com sonoridade mineira e identidade rondoniense, Musical Canto Para Todos abre temporada de apresentações

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  • O musical Canto Para Todos, produzido pelo coral Canto Livre do MPRO, estreou em 13/10 no Teatro Palácio das Artes, em Porto Velho, com apresentações também em 14 e 15/10.
  • Com o tema "Das Geraes ao Mamoré", o espetáculo revisita clássicos da música mineira, especialmente de Milton Nascimento e do Clube da Esquina, aproximando essa sonoridade da identidade cultural rondoniense.
  • Mais de 700 pessoas assistiram à estreia, e novas apresentações ocorrerão em 15/10 (com Toninho Horta e Wagner Tiso), em Vilhena (27/10) e em Cacoal (28/10), com entrada mediante 1kg de alimento e ingresso pela Sympla.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

As canções que atravessam gerações ganharam novos sentidos na primeira noite do musical Canto Para Todos, nesta terça-feira (13/10), no Teatro Palácio das Artes, em Porto Velho. Produzido pelo coral Canto Livre, formado em sua maioria por servidores do Ministério Público de Rondônia (MPRO), o espetáculo convidou o público a percorrer caminhos de Minas Gerais a Rondônia, em uma viagem guiada pela música, pela memória e pelas raízes culturais brasileiras. As apresentações prosseguem nesta quarta e quinta-feira (14 e 15/10).

O espetáculo, realizado tradicionalmente como parte das celebrações alusivas ao Dia do Servidor Público, cuja data referência é 28 de outubro, foi aberto pelo Procurador-Geral de Justiça, Alexandre Jésus de Queiroz Santiago. O chefe do MP rondoniense deu as boas-vindas ao público, destacando o amor e a dedicação dos integrantes do coral, ao longo dos 12 anos de apresentações do Canto pra Todos, evento que ele definiu como um presente dos servidores da instituição à sociedade rondoniense.

O PGJ também destacou a arte como forma de comunicação e interação entre as pessoas. Para ele, a trajetória do coral representa uma oportunidade de compartilhar talentos, aproximar o público e levar a música para além do ambiente de trabalho, em um encontro marcado pela cultura e pela convivência.

Com o tema “Das Geraes ao Mamoré”, a apresentação revisitou clássicos da música mineira e aproximou essa sonoridade da identidade rondoniense. No palco, sob a regência da maestra Sabrynne Sampaio de Sena 43 cantores, seis músicos e uma equipe técnica de 20 profissionais deram vida a uma história contada em vozes, imagens e movimentos.

A inspiração veio, em grande parte, do Clube da Esquina, movimento musical que marcou a história da música brasileira e revelou artistas como Milton Nascimento, Wagner Tiso e Toninho Horta. Com melodias, poesia e arranjos que atravessaram gerações, esses compositores ajudaram a construir uma sonoridade que continua a emocionar o público.

A obra de Milton Nascimento ocupa lugar especial na trajetória do Canto Para Todos. Suas canções conduzem o espetáculo por caminhos que passam pelas cidades mineiras, pelas lembranças e pelos encontros que fazem parte da história do Brasil.

Clássicos como Trem Azul, Vento Solar, Caçador de Mim, Bailes da Vida e Canção da América compõem o repertório. Cada música traz ao palco um pouco da poesia mineira e abre espaço para novos encontros com a cultura de Rondônia.

A proposta vai além de homenagear grandes nomes da música. O espetáculo busca mostrar como territórios distantes geograficamente, podem guardar histórias que se aproximam, mesmo quando suas paisagens, seus costumes e suas vozes são diferentes.

A viagem musical não fica restrita às montanhas de Minas Gerais. Em Rondônia, os trilhos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, os rios, a floresta e a vida dos povos que formam a região também ganham espaço na narrativa.

O canto indígena, os sons da mata e a presença dos beiradeiros pessoas que vivem às margens dos rios e mantêm uma relação próxima com essas águas trazem ao espetáculo elementos da cultura amazônica.

Assim, a sonoridade mineira encontrou os ritmos e as referências de Rondônia. O resultado foi uma apresentação que uniu diferentes paisagens e histórias por meio de uma linguagem que todos podem reconhecer: a música.

No palco, as vozes do coral se juntam aos instrumentos e às cenas para construir essa travessia. A cada canção, o público é convidado a olhar para o passado sem perder de vista a riqueza cultural do presente.

Um dos momentos marcantes da apresentação ocorre quando imagens em preto e branco, datadas de 1997, aparecem no telão. Os registros trazem referências à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, conhecida como Ferrovia do Diabo, e aproximam a narrativa musical da história de Rondônia.

A ferrovia, ligada à formação de Porto Velho, carrega lembranças de trabalho, deslocamentos e encontros entre pessoas de diferentes origens. Ao trazer essas imagens para o espetáculo, o musical ampliou a conversa entre a história brasileira e as memórias que fazem parte da identidade rondoniense.

A música, nesse contexto, torna-se também uma forma de contar histórias. As imagens, as vozes e os sons ajudam a aproximar tempos e lugares, mostrando que a cultura se constrói a partir das experiências de muitos povos.

Mais de 700 pessoas assistiram à estreia. Com o público de pé, os aplausos deram o tom do encerramento da primeira noite do Canto Pra Todos.

Ao unir as Geraes ao Mamoré, o espetáculo mostra que a música pode cruzar fronteiras sem apagar as diferenças. Ela aproxima histórias, valoriza culturas e ajuda a manter vivas as lembranças de um povo.

Novas apresentações

O musical terá novas apresentações nesta quarta-feira (14/10) e quinta (15/10). A apresentção do dia 15 terá participação especial dos artistas Toninho Horta e Wagner Tiso, também no Teatro Estadual, às 19h.

As apresentações serão realizadas ainda, em comemoração ao mês do servidor, em Vilhena, dia 27 de outubro, na faculdade Favoo e em Cacoal, dia 28 no Teatro Municipal.

A entrada é 1kg de alimento não perecível e ingresso, obtido pela plataforma Sympla.

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