Após intervenção da Seduc, Escola Hélio Neves Botelho volta a ser alvo de denúncias

Unidade já havia sido denunciada por problemas na oferta da merenda; secretaria esteve no local e cobrou providências da direção, mas, segundo pais e estudantes, reclamações sobre alimentação e falta de papel higiênico voltaram a surgir.

Publicado em

Após intervenção da Seduc, Escola Hélio Neves Botelho volta a ser alvo de denúncias

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Hélio Neves Botelho, localizada no bairro Caladinho, zona Sul de Porto Velho, voltou a ser alvo de reclamações de pais, estudantes e integrantes da comunidade escolar. Desta vez, os relatos envolvem não apenas a alimentação oferecida aos alunos, mas também as condições de higiene dos banheiros da unidade.

O caso chama atenção porque a escola já havia sido denunciada anteriormente por não ofertar a merenda aos estudantes conforme o cardápio estabelecido pela rede estadual. Após a repercussão, representantes da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) estiveram na unidade, acompanharam a situação e cobraram providências da direção, que teria chamado a atenção dos servidores responsáveis pela preparação dos alimentos.

Na ocasião, segundo as informações apresentadas à reportagem, a oferta da alimentação foi regularizada e o cardápio voltou a apresentar maior variedade. Para estudantes e famílias, a intervenção da secretaria trouxe a expectativa de que o problema estivesse solucionado.

Agora, segundo os novos relatos apresentados por pais e estudantes, a situação teria voltado a se repetir.

Mingau volta a aparecer no cardápio

De acordo com pais de alunos, estudantes voltaram a receber repetidamente mingau de arroz durante o período escolar. A reclamação não é de falta de alimentos, mas da suposta repetição de uma mesma preparação em vez da variedade prevista no cardápio da rede estadual.

A nova denúncia ocorre depois de a Seduc já ter tomado conhecimento do problema, visitado a escola e cobrado providências da direção.

Para os pais, é necessário verificar novamente se o cardápio oficial está sendo cumprido e se as refeições servidas correspondem ao planejamento estabelecido pela rede estadual. “É complicado demais chamar a imprensa todas as vezes que a escola passa a oferecer apenas um tipo de cardápio para os alunos. Todas as vezes tem sido isso e, desta vez, voltamos a dizer para a Seduc que a escola voltou a servir apenas mingau para os estudantes”, lamentam pais ouvidos pela reportagem.

Segundo os denunciantes, o problema não estaria relacionado à ausência de alimentos, mas à forma como as refeições estariam sendo organizadas e oferecidas aos estudantes.

Falta de papel higiênico também preocupa

A reclamação dos pais, entretanto, não se limita ao que é servido no prato. Segundo relatos de estudantes e responsáveis, outro problema estaria ocorrendo dentro da unidade: a falta de papel higiênico nos banheiros.

De acordo com os relatos, a ausência do material básico de higiene estaria provocando constrangimento e insegurança entre os estudantes. A situação pode ser especialmente preocupante para adolescentes, que precisam utilizar os banheiros durante o período escolar e podem enfrentar dificuldades para manter a higiene pessoal quando o item não está disponível.

Para os pais, a falta regular de papel higiênico não deve ser tratada apenas como uma questão de conforto. O fornecimento de materiais básicos de higiene integra as condições mínimas esperadas para um ambiente escolar adequado. “É uma escola recorrente em problemas. Segundo minha filha, essa situação não é de hoje; isso vem ocorrendo há muito tempo. Precisamos de um olhar mais criterioso sobre essa escola”, afirma uma mãe.

A frequência da falta do produto e as condições de abastecimento dos banheiros ainda precisam ser esclarecidas pela direção da unidade e pela Seduc.

Comunidade cobra nova fiscalização

O histórico recente coloca as novas reclamações em um contexto diferente. A escola já havia sido alvo de denúncias sobre a merenda, a Seduc esteve na unidade, houve cobrança de providências à direção e a alimentação chegou a ser regularizada.

Agora, segundo pais e estudantes, novas reclamações voltaram a surgir. A comunidade escolar defende que eventual irregularidade seja corrigida de forma permanente, e não apenas depois que o problema chega ao conhecimento da imprensa ou dos órgãos de fiscalização.

A Lei Federal nº 11.947/2009, que regulamenta o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), estabelece diretrizes para a alimentação oferecida aos estudantes da educação básica pública.

Os pais afirmam ainda que poderão buscar a atuação do Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO) caso as reclamações não sejam devidamente esclarecidas ou solucionadas.

Estudantes também questionam restrições a registros

Além das denúncias sobre a merenda e os banheiros, uma das mães ouvidas pela reportagem questionou as orientações dadas aos estudantes sobre registros feitos dentro da escola.

“Não se sabe o que acontece muro adentro desta escola. O aluno não pode registrar nada, não pode falar. Tudo que acontece lá dentro é tratado como sigiloso e os alunos são alertados para que não filmem nem registrem o que ocorre”, relatou.

A afirmação é atribuída à mãe e deverá ser esclarecida pela direção e pela Seduc, especialmente quanto às regras adotadas para fotografias, filmagens ou outros registros realizados por estudantes dentro da unidade.

Seduc é procurada

Diante dos novos relatos, o News Rondônia procurou a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para obter esclarecimentos sobre a situação da escola, especialmente em relação à suposta repetição do mingau, à disponibilidade de papel higiênico nos banheiros, às condições de higiene da unidade e às providências adotadas após a visita anterior da secretaria.

Entre os questionamentos encaminhados à assessoria de comunicação estão a confirmação da nova reclamação sobre a merenda, a visita anterior da Seduc e a cobrança feita à direção, além das medidas que poderão ser adotadas diante dos novos relatos.

Até o fechamento desta reportagem, a Seduc não havia encaminhado resposta aos questionamentos. O espaço permanece aberto para manifestação da secretaria e da direção da EEEFM Hélio Neves Botelho, garantindo o direito ao esclarecimento sobre as denúncias apresentadas por pais e estudantes.

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS