Silvanete Ribeiro aponta desafios de produtores rurais em Porto Velho

Presidente da Asprol Nova Esperança destacou problemas com regularização fundiária, saúde, energia, educação e assistência técnica na zona rural.

Fonte: News Rondonia

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Silvanete Ribeiro aponta desafios de produtores rurais em Porto Velho

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A presidente da Asprol Nova Esperança, Silvanete de Jesus Ribeiro, falou sobre os principais desafios enfrentados por produtores rurais da região da Gleba Garças, em Porto Velho, durante entrevista ao programa Amazônia Gente e Justiça, da News TV.

Silvanete destacou como principais demandas a regularização fundiária, a melhoria da infraestrutura, o atendimento de saúde, o acesso à educação, a qualidade do fornecimento de energia elétrica, a assistência técnica e o fortalecimento da agricultura familiar.

Segundo ela, a prioridade da comunidade é a regularização da área onde vivem 632 famílias há cerca de 14 anos.

A representante afirmou que as famílias já foram cadastradas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e receberam certidões relacionadas à condição de acampados. O documento, porém, ainda não representa a regularização definitiva.

Silvanete relatou que a comunidade busca avançar nesse processo para garantir segurança às famílias que vivem e trabalham na região.

Agricultura familiar sustenta moradores

A agricultura familiar é uma das principais atividades econômicas da localidade.

De acordo com a presidente da associação, a macaxeira e a mandioca estão entre os produtos de maior destaque, embora também haja produção de café, abacaxi e outras culturas.

Ela afirmou que há produtores com plantações expressivas e citou o caso de um agricultor com cerca de 5 mil pés de café.

Para Silvanete, a regularização fundiária é essencial para que as famílias possam continuar produzindo e investir com mais segurança nas propriedades.

A presidente também destacou a necessidade de apoio com insumos, calcário, adubação e assistência técnica.

Jovens percorrem longas distâncias para estudar

Outro desafio relatado durante o programa é a educação.

Segundo Silvanete, mais de 60 estudantes precisam se deslocar para outras localidades ou para a área urbana de Porto Velho para frequentar a escola.

Em alguns casos, os alunos saem de casa ainda pela manhã para chegar às aulas no início da tarde.

A associação, segundo ela, pretende buscar alternativas para implantar uma escola dentro da própria comunidade.

Entre os projetos citados também estão a criação de uma feira, uma praça e uma academia ao ar livre.

Silvanete explicou que a regularização fundiária interfere diretamente na possibilidade de tirar esses projetos do papel.

Atendimento de saúde é considerado insuficiente

A região conta com um posto de saúde, médico e profissional de enfermagem, conforme relatou Silvanete.

Mesmo assim, ela considera a estrutura insuficiente para atender a quantidade de moradores da comunidade e das áreas vizinhas.

Segundo a presidente, o médico atende a localidade em determinados dias e também presta atendimento em outra comunidade.

Silvanete defendeu a ampliação da equipe de saúde e a presença de outras especialidades médicas, como pediatria e ginecologia.

Ela também apontou a necessidade de uma ambulância para emergências.

A preocupação, segundo a liderança, aumenta diante dos riscos ligados ao trabalho rural, como acidentes com ferramentas e equipamentos.

Falta de energia causa prejuízos

As interrupções no fornecimento de energia elétrica também foram criticadas durante a entrevista.

Silvanete afirmou que produtores já tiveram prejuízos com ovos armazenados em chocadeiras e com macaxeira mantida em freezers.

Segundo ela, períodos prolongados sem energia podem comprometer centenas de quilos de produtos.

A presidente disse ainda que já participou de reuniões com a concessionária responsável pelo fornecimento e cobra melhorias para a região.

Internet melhorou nos últimos anos

Na área de conectividade, a situação apresentou avanços.

Silvanete relatou que, anos atrás, havia dificuldade para conseguir sinal de internet, mas atualmente parte dos moradores utiliza fibra óptica e internet via satélite.

A melhoria ajudou na comunicação entre os moradores, no acesso à informação e na realização de campanhas de conscientização.

Comunidade reforça prevenção contra queimadas

A associação também atua na orientação contra queimadas.

Segundo Silvanete, campanhas são feitas em grupos de mensagens para alertar os moradores sobre os riscos do uso do fogo.

Ela recordou que, em anos anteriores, a fumaça chegou a causar problemas para idosos e pessoas com doenças respiratórias.

Neste ano, segundo a presidente, a situação foi menos intensa.

Patrulha Rural ajudou a reduzir furtos

Silvanete também elogiou a atuação da Patrulha Rural na comunidade.

De acordo com ela, placas de identificação georreferenciadas foram instaladas em propriedades para facilitar a localização das ocorrências pelas equipes policiais.

Antes da implantação do sistema, eram frequentes relatos de furtos e invasões.

Segundo a presidente, o cenário melhorou após a chegada do programa.

A comunidade chegou a instalar aproximadamente 270 placas, conforme informou durante a entrevista.

Liderança feminina ganha espaço no campo

Na parte final do programa, Silvanete também falou sobre sua trajetória como liderança rural.

Natural do Maranhão e criada no campo, ela disse ter orgulho de representar famílias produtoras e destacou as dificuldades enfrentadas por mulheres em espaços de liderança.

Silvanete defendeu maior união e apoio entre as mulheres para ampliar a participação feminina em associações, comunidades e instituições.

A presidente afirmou que segue atuando para dar visibilidade às demandas dos moradores e buscar soluções junto ao poder público e às instituições responsáveis.

A entrevista no Amazônia Gente e Justiça mostrou que, apesar da força da produção rural na região, questões estruturais ainda afetam diretamente a rotina das famílias.

Entre elas, a regularização fundiária permanece como ponto central para permitir novos investimentos, ampliar serviços públicos e fortalecer a permanência dos moradores no campo.

 

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