Jovem tetraplégica volta a mexer os braços 5 meses após tratamento

Júlia Magalhães, de 19 anos, apresentou evolução após receber tratamento experimental com polilaminina desenvolvido pela UFRJ.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Jovem tetraplégica volta a mexer os braços 5 meses após tratamento

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  • Cinco meses após um acidente que causou tetraplegia, a jovem Júlia Magalhães voltou a movimentar os braços após tratamento experimental com polilaminina.
  • A polilaminina, desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Sampaio (UFRJ), é uma versão modificada da laminina aplicada em dose única diretamente na região lesionada da medula, seguida de reabilitação intensa.
  • O estudo com polilaminina, autorizado pela Anvisa e ainda em fase de avaliação, busca testar a segurança da substância e sua interação com o sistema nervoso, com a evolução de Júlia sendo vista como um marco positivo para o tratamento de lesões medulares.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Cinco meses após sofrer um grave acidente que resultou em tetraplegia, a jovem Júlia Magalhães voltou a movimentar os braços. A recuperação é resultado de um tratamento experimental com polilaminina, substância desenvolvida pela pesquisadora Tatiana Sampaio, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Júlia é a 23ª paciente brasileira a integrar o estudo clínico que investiga a eficácia da proteína na regeneração de lesões medulares.

O tratamento experimental

A substância aplicada em Júlia é uma versão modificada da laminina, proteína natural do organismo fundamental para a regeneração de tecidos. Em fevereiro, a jovem passou por uma cirurgia onde o medicamento foi aplicado diretamente na área lesionada da medula. Desde então, ela mantém uma rotina intensa de reabilitação, que inclui fisioterapia diária, exercícios de fortalecimento muscular e acompanhamento psicológico.

Perspectiva científica

O estudo com a polilaminina está autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e encontra-se em fase de avaliação. O objetivo principal deste estágio é verificar a segurança da substância em pacientes com lesões agudas e mapear como ela interage com o sistema nervoso. A evolução de Júlia, registrada em vídeo durante sessão de fisioterapia, é vista como um marco positivo por especialistas e reforça a relevância dos investimentos em ciência no país para o tratamento de traumas na medula espinhal.

Perguntas frequentes

O que é a polilaminina?

É uma substância desenvolvida a partir de uma proteína natural chamada laminina, criada para auxiliar na regeneração de tecidos lesionados na medula espinhal.

Como o tratamento é aplicado?

O medicamento experimental é aplicado em dose única diretamente na região lesionada da medula, durante um procedimento cirúrgico.

O tratamento já está disponível para toda a população?

Não. O uso da polilaminina ainda é experimental e está sendo avaliado em estudos clínicos autorizados pela Anvisa.

Qual a importância deste caso?

O avanço de Júlia serve como prova de conceito para a eficácia do tratamento e renova a esperança para pacientes que convivem com lesões medulares.

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