Seminário discute direitos e fomento para o setor do samba

Evento no Rio de Janeiro reúne gestores e artistas para debater políticas de proteção social, financiamento e reconhecimento da cultura como indústria.

Fonte: Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil - 20

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Seminário discute direitos e fomento para o setor do samba
© Filipe Araújo / MinC

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  • O 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba ocorre de 22 a 24 no Rio, promovido pelo Ministério da Cultura.
  • O encontro discute políticas públicas e proteção social para trabalhadores do samba, diante da precarização de 70% dos profissionais da cultura.
  • Lideranças defendem o samba como potência econômica, com financiamento estruturante, profissionalização e marcos legais que garantam sustentabilidade.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, iniciado nesta segunda-feira (22) e com atividades até quarta-feira (24), coloca em pauta desafios estruturais para a categoria. Promovido pelo Ministério da Cultura (MinC) no Rio de Janeiro, o encontro busca construir propostas de políticas públicas e marcos legais voltados aos trabalhadores do gênero, abordando temas como direitos trabalhistas, seguridade previdenciária e acesso a linhas de crédito.

Precarização e direitos sociais

Dados apresentados pelo Ministério da Cultura indicam que o Brasil possui 5 milhões de trabalhadores na área cultural, dos quais 70% enfrentam condições de trabalho precarizadas. O ministro interino da Cultura, Márcio Tavares, ressaltou que o Estado brasileiro ainda busca superar lacunas históricas na proteção desses profissionais. “O Estado muitas vezes demorou a reconhecer e até perseguiu essas manifestações que são fundamentais para a identidade nacional”, pontuou.

A pauta de proteção social ganhou contornos específicos com a participação da primeira-dama Janja Lula da Silva, que defendeu a implementação de creches noturnas para atender mulheres trabalhadoras da cultura. O evento também contou com o depoimento da cantora Teresa Cristina, que reforçou a necessidade de garantir dignidade previdenciária para os grandes mestres do samba, garantindo que ícones da cultura nacional não enfrentem insegurança na velhice.

Samba como potência econômica

Lideranças do setor, como o presidente da Rede de Rodas de Samba, Wanderson Luna, defenderam que o samba deve ser tratado com o mesmo peso econômico de outros setores produtivos, como a indústria automobilística. O debate gira em torno da necessidade de investimento estruturante via bancos públicos, visando o desenvolvimento territorial e a profissionalização do segmento.

“A roda de samba nasce como um ato político e hoje é um vetor de desenvolvimento econômico”, afirmou Luna, questionando a ausência de modelos de financiamento robustos, similares aos observados em potências globais como a Coreia do Sul. O seminário segue com o objetivo de consolidar propostas que possam transformar o samba não apenas em patrimônio cultural, mas em uma atividade sustentável, protegida por lei e com acesso garantido a orçamento público para seu pleno desenvolvimento.

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