Governo distrital pede transferência de R$ 2,2 bilhões do pai de Vorcaro para o BRB

Governo distrital argumenta perdas acionárias e risco ao Tesouro público com fraudes do Banco Master.

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Governo distrital pede transferência de R$ 2,2 bilhões do pai de Vorcaro para o BRB
© Joédson Alves/Agência Brasil

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O Governo do Distrito Federal (GDF) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, dia 5 de novembro de 2026, solicitando a transferência imediata de R$ 2,2 bilhões para as contas do Banco de Brasília (BRB). O montante está bloqueado judicialmente nas contas do empresário Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Henrique Vorcaro é apontado como um dos investigados no âmbito da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para apurar irregularidades e operações fraudulentas envolvendo o Banco Master e o BRB. O investigado cumpre prisão preventiva desde maio deste ano por determinação da Justiça.

Na petição endereçada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin relator temporário do inquérito, a Procuradoria-Geral do Distrito Federal sustenta que o ente distrital, na condição de acionista controlador da instituição bancária pública, vem absorvendo os prejuízos do esquema. Segundo a argumentação do governo local, as fraudes provocaram forte desvalorização das ações do BRB, queda na distribuição de dividendos e risco iminente de necessidade de aporte de recursos do Tesouro distrital. Não há data prevista para a análise do pedido pela Suprema Corte.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual é o valor solicitado pelo Governo do Distrito Federal para transferência ao BRB?

O GDF solicitou o repasse imediato de R$ 2,2 bilhões que se encontram bloqueados judicialmente.

Quem é o alvo do bloqueio de bens no processo investigado pela Polícia Federal?

O valor pertence a Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado na Operação Compliance Zero.

Qual ministro do STF é o responsável por analisar o requerimento do GDF?

O pedido foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que atua como relator temporário do caso.

 

Com informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil

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