Julgamento de policiais no caso Gritzbach é anulado

Os advogados de defesa abandonaram o plenário após desentendimento e forçaram a anulação total do julgamento de policiais militares no caso Gritzbach.

Fonte: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil - 20

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Julgamento de policiais no caso Gritzbach é anulado
© Paulo Pinto/Agência Brasil

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  • O julgamento dos policiais militares acusados de envolvimento na morte de Vinícius Gritzbach foi anulado após abandono da defesa.
  • Um novo júri será marcado, todas as sete oitivas de acusação feitas nesta segunda-feira (22) terão que ser repetidas.
  • Os réus, três policiais militares presos, também respondem pela morte de Celso Novais e por ferimentos em outras duas pessoas.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

O julgamento de policiais militares acusados de envolvimento na morte do empresário Vinícius Gritzbach foi anulado nesta segunda-feira (22). A decisão ocorreu após os advogados de defesa dos réus abandonarem o plenário. A retirada aconteceu devido a um atrito com o promotor do caso. Com isso, o conselho de sentença acabou dissolvido.

Impasse e novos prazos

A medida judicial forçará a realização de um novo tribunal do júri para avaliar o caso Gritzbach. Até o momento, o Poder Judiciário não definiu uma nova data. Sete testemunhas de acusação já haviam prestado esclarecimentos durante a tarde. Todos os depoimentos coletados terão que ser refeitos no próximo encontro.

A previsão inicial era de que o julgamento durasse cerca de cinco dias. O planejamento incluía a oitiva de 21 testemunhas, sendo nove indicadas pela acusação. Os réus do processo são o tenente Fernando Genauro da Silva, o cabo Denis Antônio Martins e o soldado Ruan Silva Rodrigues. Os três militares permanecem presos.

O assassinato e os crimes

Vinícius Gritzbach foi executado a tiros no dia 8 de novembro de 2024. O crime aconteceu no Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. O empresário respondia por homicídio e era investigado por lavagem de dinheiro para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Antes de morrer, a vítima firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público. Ele entregou membros da facção e denunciou agentes de segurança por corrupção. Além da morte de Gritzbach, os policiais respondem pelo assassinato de Celso Novais. O motorista de aplicativo foi atingido por disparos na ocasião, e outras duas pessoas ficaram feridas por estilhaços.

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