Especialistas defendem engajamento de homens para reduzir violência de gênero

Dados mostram que 12 mulheres foram agredidas por dia no Brasil em 2025; para psicólogos, combate ao machismo estrutural exige inclusão masculina e educação básica.

Fonte: Ana Lúcia Caldas - Repórter da Rádio Nacional - 20

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Especialistas defendem engajamento de homens para reduzir violência de gênero
© Fernando Frazão/Agência Brasil

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  • Rede de Observatórios registra 4.558 casos de agressões contra mulheres em 2025, reforçando o impacto do machismo estrutural.
  • Especialistas defendem incluir homens na solução, com nova masculinidade baseada em cuidado, diálogo e equidade, desde a infância.
  • Escolas e controle de conteúdos digitais são apontados como centrais, com programas do MEC e uso de redes para letramento de gênero.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A cada 24 horas, ao menos 12 mulheres foram vítimas de agressões no Brasil ao longo de 2025, totalizando 4.558 casos nos nove estados monitorados pela Rede de Observatórios da Segurança. O cenário alarmante reforça a análise de especialistas ouvidos pela Rádio Nacional, que apontam o machismo estrutural como a raiz da repetição desses ciclos de violência. Para mudar essa realidade, psicólogos e educadores defendem que é urgente incluir os homens na construção de soluções, promovendo uma nova identidade masculina baseada no cuidado e na equidade.

Um levantamento da ONU Mulheres e do Instituto Papo de Homem revela que 81% dos homens e 95% das mulheres reconhecem o Brasil como um país machista. O psicólogo Alexandre Coimbra Amaral destaca que muitas dinâmicas familiares ainda entregam aos jovens um modelo de masculinidade enrijecido, focado em dominação e poder. Para ele, o desafio é fazer com que os homens questionem sua própria criação e entendam os prejuízos emocionais causados por padrões que impedem o diálogo e favorecem a barbárie.

O papel da escola e o impacto das redes sociais

Pesquisadores indicam que a transformação social passa obrigatoriamente pelas instituições de ensino e pelo controle de conteúdos digitais que reforçam estereótipos tóxicos.

Letramento de Gênero: Especialistas sugerem que questões de gênero sejam obrigatórias no currículo escolar para desconstruir padrões desde a infância.

Redes Sociais: O crescimento da “machosfera” e de discursos misóginos na internet preocupa especialistas; 90% dos canais com conteúdos de ódio continuam ativos.

Educação Parental: Educadores defendem ensinar meninos a cuidar de si e do próximo, substituindo brincadeiras agressivas por atividades lúdicas de colaboração.

A coordenadora-geral do Ministério da Educação (MEC), Thaís Luz, afirma que a escola deve ser um espaço de enfrentamento à violência por meio de temas como empatia e resolução pacífica de conflitos. Programas como o “Escolas ON Violências OFF” buscam capacitar professores para identificar e intervir em situações de desigualdade. No campo digital, embora a inteligência artificial tenha sido usada para criar novas formas de abuso, tecnologias como as hashtags #ElesPorElas e #MeToo mostram que a rede também pode ser uma aliada no letramento de gênero e no apoio às vítimas.

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