Brasil disputa prêmio internacional por avanços na regulação do saneamento básico

Indicação da ANA ao Global Water Awards reconhece a criação de normas nacionais que buscam universalizar o acesso à água e reduzir perdas hídricas no país.

Fonte: Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil - 20

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Brasil disputa prêmio internacional por avanços na regulação do saneamento básico
© José Cruz/Agência Brasil

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  • A ANA é finalista do Global Water Awards 2026 na categoria "Agência Pública de Água do Ano", ao lado de países como EUA e Coreia do Sul.
  • A indicação destaca normas recentes da agência, incluindo regulação de perdas de água e reúso de água não potável de efluentes tratados.
  • Apesar dos avanços, o Brasil ainda tem 84,1% da população atendida com água e 62,3% com esgoto; resultado do prêmio sai em 19 de maio.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) foi selecionada como finalista do Global Water Awards 2026, uma das premiações mais prestigiadas do setor hídrico mundial. O Brasil concorre na categoria “Agência Pública de Água do Ano”, ao lado de instituições da Coreia do Sul, Estados Unidos, Arábia Saudita e Malásia. A indicação reflete o fortalecimento do arcabouço regulatório brasileiro, que nos últimos anos estabeleceu normas de referência para limpeza urbana, drenagem pluvial e manejo de resíduos sólidos, conferindo maior segurança jurídica para investidores e operadores.

Entre as iniciativas que levaram a ANA ao destaque internacional está a regulação para o controle de perdas de água, implementada em 2025. A norma padroniza indicadores para órgãos municipais e estaduais, permitindo uma fiscalização mais eficiente e combatendo o desperdício antes que a água chegue às torneiras. Segundo Alexandre Anderáos, superintendente da agência, essa estratégia é vital para a segurança hídrica nacional, pois permite ampliar a oferta sem aumentar a pressão sobre os mananciais, aproveitando melhor o volume já produzido.

Outro pilar da indicação foi a regulamentação do reúso de água não potável proveniente de efluentes tratados. O modelo incentiva o uso cíclico do recurso, direcionando águas de banheiros e cozinhas para a irrigação agrícola, lavagem de ruas e recarga de aquíferos. Para a Global Water Intelligence (GWI), organização responsável pelo prêmio, as diretrizes da ANA ajudaram a resolver disputas históricas no setor e introduziram metas de universalização que facilitam a expansão dos serviços em um ambiente federativo fragmentado como o brasileiro.

Apesar do reconhecimento, os desafios para a universalização permanecem significativos. Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) de 2025 revelam que, embora a rede de água atenda 84,1% da população, o esgotamento sanitário chega a apenas 62,3%. Em 2024, os investimentos nas duas áreas somaram cerca de R$ 28 bilhões. O resultado final da premiação será anunciado no dia 19 de maio, consolidando a legitimidade da agenda brasileira de saneamento no cenário global.

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