COP15 aprova medidas históricas para proteção de bagres gigantes e ariranhas

Decisão em Campo Grande fortalece cooperação entre países amazônicos para preservar rotas migratórias; ariranha entra na lista global de espécies ameaçadas de extinção.

Fonte: Fabíolo Sinimbú - Enviada especial - 20

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COP15 aprova medidas históricas para proteção de bagres gigantes e ariranhas
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  • A COP15 em Campo Grande aprovou o Plano de Ação para Grandes Bagres Migratórios Amazônicos, liderado pelo Brasil com países vizinhos.
  • O plano integra políticas, monitora rotas migratórias e incentiva pesca sustentável com participação de comunidades indígenas e locais.
  • A conferência incluiu a ariranha na lista máxima de proteção da CMS e definiu redes transfronteiriças de monitoramento na Bacia do Rio Madeira.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A plenária da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada em Campo Grande, aprovou neste sábado (28) o Plano de Ação para Grandes Bagres Migratórios Amazônicos. A iniciativa, liderada pelo Brasil com apoio de Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, visa garantir a conectividade dos rios e a preservação de espécies como a dourada e a piramutaba. Estes peixes são considerados “sentinelas” do ecossistema, pois viajam milhares de quilômetros para completar seu ciclo de vida, dependendo diretamente de rios de livre fluxo.

O plano estratégico prevê a integração de políticas nacionais, o monitoramento rigoroso de rotas migratórias e o fomento a cadeias produtivas sustentáveis na pesca, com a participação ativa de comunidades indígenas e locais. Especialistas da WWF-Brasil ressaltam que a proteção desses bagres garante não apenas a biodiversidade aquática, mas também a segurança alimentar das populações ribeirinhas, combatendo ameaças como a construção de barragens hidrelétricas e a poluição dos mananciais.

Inclusão da ariranha na lista de proteção máxima

Outro marco da conferência foi a inclusão da ariranha nos anexos da Convenção (CMS). A maior lontra do mundo, mamífero semiaquático presente no Pantanal e na Amazônia, passa a integrar a lista de espécies ameaçadas de extinção que exigem acordos internacionais urgentes. A medida responde ao histórico de caça predatória para o mercado de peles, que já extinguiu o animal em países como a Argentina. A ministra Marina Silva celebrou a conquista, reforçando que a sobrevivência da espécie é vital para o equilíbrio dos rios sul-americanos.

A COP15, que se encerra neste domingo (29), consolidou consensos para a proteção de diversas espécies migratórias vulneráveis a atividades antropogênicas. Em Porto Velho, a decisão sobre os bagres gigantes tem impacto direto na economia pesqueira e na gestão ambiental da Bacia do Rio Madeira. O próximo passo será a implementação das redes de monitoramento transfronteiriças para assegurar que os corredores ecológicos permaneçam viáveis diante do avanço de grandes obras de infraestrutura na região amazônica.

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