Doze cidades campeãs de royalties do petróleo têm qualidade de vida abaixo da média nacional

Estudo da organização Agenda Pública revela que alto faturamento com compensações financeiras não garante, por si só, avanço nos indicadores sociais de municípios no Rio, São Paulo e outros estados.

Fonte: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil - 20

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Doze cidades campeãs de royalties do petróleo têm qualidade de vida abaixo da média nacional
© Stéferson Faria / Agência Petrobras

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  • Levantamento da Agenda Pública mostra descompasso entre royalties do petróleo e bem-estar em 50 cidades brasileiras.
  • Doze municípios que mais receberam royalties em 2024 têm Índice de Condições de Vida abaixo da média nacional de 0,485.
  • Estudo aponta que 16 grandes recebedores têm “muito baixa condição de vida” e alerta para falta de planejamento e diversificação econômica.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

Um levantamento detalhado da organização Agenda Pública, divulgado nesta quinta-feira (19), aponta um descompasso entre a riqueza gerada pelo petróleo e o bem-estar da população. Das 50 cidades brasileiras que mais receberam royalties em 2024, 12 apresentam um Índice de Condições de Vida (ICV) abaixo de 0,485, a média nacional. O estudo analisou dados de 50 municípios em oito áreas críticas, incluindo saúde, educação, infraestrutura e gestão pública.

Embora Maricá (RJ) e Saquarema (RJ) liderem o ranking de arrecadação com R$ 2,7 bilhões e R$ 2 bilhões recebidos, respectivamente, elas não ocupam o topo da qualidade de vida. O ranking de bem-estar é liderado por Linhares (ES), com um ICV de 0,643, seguido por Araucária (PR) e Resende (RJ). O dado mais alarmante recai sobre cidades como Campos dos Goytacazes (RJ), que mesmo sendo a 5ª maior recebedora de royalties (R$ 667,4 milhões), amarga um índice social inferior à média do país.

Gestão x Arrecadação

Para os pesquisadores, o volume de recursos não é o único fator determinante para o sucesso de uma cidade. O estudo classifica 16 dos maiores recebedores de royalties na categoria de “muito baixa condição de vida” (índice até 0,499). Sergio Andrade, diretor da Agenda Pública, ressalta que o desafio é transformar uma fonte de renda finita em desenvolvimento de longo prazo. Sem planejamento e investimento em áreas como qualificação profissional e diversificação econômica, os municípios correm o risco de enfrentar uma crise severa quando a exploração do petróleo se extinguir.

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