A Lei do Salário Mínimo completa 90 anos nesta quarta-feira (14). Instituída em 1936 por Getúlio Vargas, a medida é celebrada por centrais sindicais como a CUT, Força Sindical e CTB, que aproveitam a data para debater os desafios econômicos atuais e a necessidade de garantir o poder de compra da classe trabalhadora.
Para os líderes sindicais, o salário mínimo funciona como um balizador essencial não apenas para quem está na ativa, mas também para aposentados e pensionistas. Eles defendem que o rendimento é um dos principais mecanismos de justiça social no Brasil, especialmente para categorias que não possuem acordos coletivos ou pisos salariais específicos.
As entidades ressaltam que a retomada da política de aumento real, que concede reajustes acima da inflação, é um avanço importante. No entanto, defendem que esse modelo precisa deixar de ser uma decisão de governo para se tornar uma política de Estado perene, evitando retrocessos em futuras gestões.
O debate também passa pelo valor ideal do benefício. Referências do Dieese indicam que o montante necessário para suprir as despesas básicas de uma família brasileira é significativamente superior ao valor vigente. Segundo os sindicatos, essa defasagem acumulada ao longo das últimas décadas precisa ser corrigida de forma mais acelerada.
A estratégia defendida pelo setor sindical é de que o fortalecimento do salário mínimo impulsiona o consumo interno e, consequentemente, o Produto Interno Bruto (PIB). Ao elevar a base salarial, cria-se um ciclo econômico positivo que beneficia a indústria, o comércio e o desenvolvimento do país como um todo.





































