Dados de Daniel Vorcaro são reinseridos no sistema da CPMI do INSS, informa PF

Após exclusão determinada por decisão judicial, arquivos do banqueiro foram reintroduzidos via armazenamento em nuvem; Ministro André Mendonça já foi comunicado sobre a quebra da cadeia de custódia.

Fonte: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20

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Dados de Daniel Vorcaro são reinseridos no sistema da CPMI do INSS, informa PF
© Lula Marques/ Agência Brasil

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  • A Polícia Federal informou que dados do celular de Daniel Vorcaro foram reinseridos nos sistemas da CPMI do INSS por empresa de tecnologia.
  • A reinserção ocorreu após a PF retirar os arquivos da sala-cofre por ordem do ministro André Mendonça, que determinou triagem para preservar a vida privada.
  • A PF apontou que o novo download, feito a partir de nuvem da Apple, quebrou a cadeia de custódia e comunicou o fato ao STF, enquanto a CPMI não se manifestou.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Polícia Federal (PF) informou, nesta quarta-feira (18), que os dados extraídos do celular do banqueiro Daniel Vorcaro foram reinseridos nos sistemas da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O episódio ocorre em meio a um imbróglio jurídico após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter proibido a comissão de acessar novos dados sigilosos do investigado. Segundo a corporação, a reintrodução dos arquivos aconteceu de forma externa ao controle inicial, após a presidência da CPMI solicitar as informações diretamente a uma empresa de tecnologia.

Os dados em questão haviam sido retirados da sala-cofre do Senado pela PF na última segunda-feira (16), em cumprimento à ordem de Mendonça. A decisão judicial visava realizar uma triagem para excluir conteúdos estritamente ligados à vida privada de Vorcaro, preservando apenas o que fosse pertinente à investigação. No entanto, a PF constatou que o novo download dos arquivos, armazenados em um sistema de nuvem da Apple, gerou um fluxo de armazenamento fora da cadeia de custódia estabelecida judicialmente, o que pode configurar uma irregularidade no processo de coleta de provas.

O ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF, já recebeu o comunicado oficial da Polícia Federal sobre o ocorrido. A situação adiciona uma camada de tensão entre o Judiciário e o Legislativo, uma vez que a extração e o manuseio de dados de quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático devem seguir protocolos rígidos para garantir a validade jurídica das investigações. A CPMI do INSS ainda não se manifestou formalmente sobre a nova reinserção dos dados nos seus sistemas internos.

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